quarta-feira, 10 de abril de 2024

Congresso Missão Lisboa 2024- divulgação

 "Congresso Missão Lisboa 2024

Em 2015, um grupo de amigos apaixonados pela missão e evangelização da França começaram o Congrès Mission em Paris. De poucas centenas no primeiro ano, rapidamente o grupo cresceu e por lá têm passado milhares de pessoas nos últimos anos.

Desde 2018 que estamos a tentar trazê-lo para Portugal: e agora parece ser chegado o momento!

A primeira edição será de 12 a 14 de abril, em Lisboa, na igreja de São Jorge de Arroios.


Inscreva-se no Congresso Missão

Inscreva-se em https://forms.gle/tZ3QRAZaFhcF6U9i6

A inscrição gratuita no Congresso não inclui refeições (há restaurantes e supermercados perto da Igreja de Arroios).

Haverá possibilidade de alojamentos, limitados. Este serão distribuídos por ordem de chegada das inscrições. "


Retirado do site  https://www.congressomissao.pt/congresso-missao-2024/ , em 10.04.2024. para divulgação.

quarta-feira, 27 de março de 2024

Lava-pés: passagem de "ser servido" para "ser servidor"


“Se eu, o Senhor e mestre, vos lavei os pés, também deveis lavar-vos os pés uns dos outros”

 (Jo 13,14) 

Jesus sente que sua “hora” se aproxima, reúne os seus discípulos e manifesta-lhes o último desejo com um gesto que marcará para sempre a história da humanidade: o “lava-pés”.

O texto joanino nos diz que Jesus realizou o “lava-pés” durante a ceia. Todas as refeições tinham o “lava-mãos”. Algumas ceias especiais tinham o “lava-pés” no início como sinal de acolhida e de hospitalidade. 

Jesus realiza seu gesto enquanto a refeição está acontecendo. Pode ser que Ele esteja colocando uma relação muito estreita entre o comer  e o servir, melhor dizendo, entre a Eucaristia e o serviço solidário. 

Até Jesus, os convidados para a refeição eram servidos e saiam satisfeitos. A partir de Jesus, os convida-dos para a refeição servem-se uns aos outros e saem da refeição para servir outros. O dom recebido é partilhado entre os seus, mas isso não basta, ele precisa ser colocado à disposição de todos, a começar pelos mais carentes. O dom é, ao mesmo tempo, graça e missão. A força que ele traz é para conduzir à vida em abundância. 

Jesus “levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a à cintura”.

“Levantou-se da mesa”: este gesto de Jesus assume um significado especial. Revela-nos que não se pode servir permanecendo em nosso comodismo. O gesto de levantar denota que há algo por ser feito. 

“Ficar de pé”  é posição que expressa prontidão para servir; para isso é preciso deslocar-se do próprio “lugar” e descer até o “lugar” do outro. É desinstalar-se do próprio bem-estar, é dinamismo.

Jesus não faz um gesto teatral; Ele revela aos apóstolos um “novo ângulo”  ou um novo modo de ver as coisas: não a partir do lugar dos comensais, mas a partir da perspectiva de quem não está sentado à mesa. 

O gesto de Jesus nos convida a deslocar-nos, ou seja, ocupar o lugar da pessoa que não participa da mesa. Quê novidade percebemos a partir deste lugar?

“Estar à mesa” é sempre sinal de fraternidade, de comunhão, mas é necessário saber levantar-se na hora certa para poder servir com amor. 

“Tirou o manto”: Ele mesmo se despoja. Abrir mão do manto é uma iniciativa livre e soberana, que nasce de seu próprio interior. O manto impede a liberdade de movimentos, não permite fazer o serviço com facilidade. Há “mantos” que são sinais de poder. 

O Senhor assume, em tudo, a condição de servo, para servir. Troca o manto pela toalha-avental: este parece ser o distintivo fundamental, divisor de águas entre a religião antes e depois de Jesus Cristo.

As autoridades religiosas vestiam-se do distintivo  de autoridade-poder para servir o povo. Jesus despe-se dele para servir. Ele serve verdadeiramente como servo. Os outros serviam como senhores.

É necessário arrancar “todos os mantos do poder” para poder redescobrir a verdadeira dignidade humana desnuda e despojada de todas as aparências. Não há serviço sem se despir de todas as aparências de poder, de força, de prestígio. Não é possível amar colocando-se longe do outro. 

“Coloca água numa bacia e começa a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido”. Normalmente os preparativos ficam por conta de outros; é o servo que prepara a bacia com água para que o senhor lave os pés de outro. Aqui Jesus assume os preparativos, não faz trabalho pela metade. A água derramada não é feita com violência, nem com força, mas com extrema delicadeza, com atenção e amor. Amar é tocar de perto, ajudar, caminhar juntos...; nesse gesto de elevação Jesus revela um amor “físico”, de contato corporal e de serviço, de ajuda humana e de dignidade. Ele não quis só ensinar, dar comida, mas aproximar-se, ajoelhar-se, lavar. 

O gesto que Jesus faz expressa o que Ele é. Ele é inteiramente servo. Todo o seu ser está a serviço. Ele se dá naquilo que faz, e faz o que propõe aos discípulos. 

Lava os pés dos discípulos. Inclina-se aos pés deles, até o chão. Com reverência, o mestre lava os pés dos discípulos: essa é a dinâmica que revela a novidade do Reino de Deus. “Lavar os pés” dos discípulos é cuidar dos que servem os servos. 

Jesus sabia que seus discípulos tinham pés frágeis, pés de argila. E se os pés são, na mentalidade judaica, símbolo de infância e prazer, seus pés precisariam, sem dúvida, ser lavados de todas as suas memórias negativas. Cada discípulo era uma criança doente, e era preciso, em primeiro lugar, curar essa criança antes que ela se colocasse a caminho para anunciar o Evangelho, a Boa-Nova. 

“Depois que lhes lavou os pés, retomou o manto, voltou à mesa e lhes disse: ‘compreendeis o que vos fiz?’” Jesus volta ao lugar em que estava antes, mas volta diferente. Ele repõe o manto, mas não depõe a toalha-avental. Ele assume e visibiliza uma nova realidade que caracteriza o novo modo de ser, que é próprio dos cristãos. O amor-serviço tem como primeiro símbolo o avental. O avental é o selo de autenticidade que orienta, credita e dignifica a autoridade que se faz serviço. A autoridade cristã nasce do serviço, se sustenta nele, só persevera servindo. 

Jesus pede que a dinâmica iniciada por Ele tenha continuidade, seja progressiva e circular, partindo do meio para a periferia em forma de círculo a fim de atingir a todos. O novo modo de exercer a autoridade é praticado primeiro entre todos os que participam da ceia, mas deve ser exercido sem limite de tempo ou de espaço, isto é, deve atingir toda criatura em todos os tempos até a plenitude. 

Todos os gestos do lava-pés possuem uma sacralidade própria, uma reverência, uma paz e calma especial. Não há pressa, não há agressividade, não há nada que possa dar a mínima aparência de algo que fosse obrigado. No corre-corre da vida é urgente reassumir a linguagem dos gestos que se perdem na pressa, na mania de fazer muitas coisas porque outras nos atropelam e nos distraem do essencial. 

Texto bíblico:  Jo 13,1-15 

Na oração: Seja você alguém que, na admiração da gratidão, se aproxima deste gesto ousado de Jesus (tirar o manto e vestir o avental), a fim de purificar sentimentos, endireitar caminhos e aprofundar a caminhada na convivência com os irmãos. 

A sua identificação com Jesus lhe confere um novo modo de ver, avaliar, escolher e posicionar. É a contemplação, a postura mais envolvente, que lhe pode fazer enxergar o milagre; e, sensibilizado, abrir-se-á à dimensão do maior serviço, por pura gratuidade. 

Pe. Adroaldo Palaoro sj

Diretor do Centro de Espiritualidade Inaciana – CEI

Texto e Imagem- Retirado do site - "CATEQUESEHoje -  www.catequesehoje.org.br ", em 28.03.2024 - Um site de Catequese do Brasil, com muita qualidade!

domingo, 18 de fevereiro de 2024

Como vencer a tentação?

Neste 1º domingo da Quaresma, há duas palavras centrais: “tentação” e “conversão”.

“O Espírito Santo impeliu Jesus para o deserto. Jesus esteve no deserto quarenta dias e era tentado por Satanás.” Marcos 1:12. “Jesus partiu para a Galileia e começou a pregar o Evangelho, dizendo: ‘Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Convertei-vos e acreditai no Evangelho’.” Marcos 1:15

“Conversão” em grego “metanoia“, significa uma revolução, uma mudança no pensamento. Converter-se é, mudar a forma de pensarporque a tentação chega-nos sempre através dos nossos pensamentos. Está tudo nos nossos pensamentos. Se aprendermos a controlar nossos pensamentos, dominamos as tentações e não sucumbimos às tentações.


Como controlar os nossos pensamentos?

1. Conhecendo os 3 inimigos que atacam os nossos pensamentos

– O 1º inimigo é minha humanidade ferida (o homem velho).

É a nossa tendência para “asneirar”. “Porque não faço o bem que eu quero, mas o mal que não quero, esse faço… Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus. Mas vejo nos meus membros outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros.” Romanos 7:19-23

– O 2º inimigo é Satanás.

“Não te deixes dominar por Satanás, cujas intenções conhecemos bem!” 2 Coríntios 2:1 Deus dá-nos inspirações e Satanás, tentações, então há guerra nos nossos pensamentos…

– O 3º inimigo são os valores do mundo

“Tudo o que há no mundo (a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos, a arrogância das riquezas) não é de Deus, mas do mundo.” 1 João 2:16 E as tentações de Jesus no deserto se referiam a isso: Ter, Parecer e Poder (paixão, posse e posição). Somos muito pouco ajudados pela cultura que nos rodeia.

 

2. Sabendo como funciona uma tentação: 4 D’s

Todas as tentações funcionam da mesma maneira. 4 passos!

– Passo 1: Desejo: A tentação não vem de fora, vem de dentro, dos nossos pensamentos. É aí que tudo começa, é onde tudo acontece.

– Passo 2: Dúvida. É aquela vozinha que sussurra ao nosso ouvido: ” Deus realmente disse isso…?” “Que mal é que tem?”

– Passo 3: DesilusãoO Homem não suporta a frustração.

“O fruto proibido é o mais apetecido”

– Passo 4: Desobediência e  Derrota. O desejo, se escutado, dá lugar à dúvida, que causa frustração e desencadeia desobediência e derrota.

 

3. Aprendendo a resistir e a vencer as tentações

 

 Assim que surge uma tentação, devemos fazer como Jesus, devemos imediatamente rejeitá-la com vigor! Se seguirmos o caminho da discussão, é uma causa perdida!

2º E há certas tentações que o melhor é fugir e depressa!

Se não queres ser enganado pelas tentações, foge delas!

3º Consentir e aceitar a minha realidade! Todas as tentações têm a mesma marca. Convidam-nos a fugir de uma realidade difícil para obter, suavemente, uma vida melhor, uma atração pelo fácil.

4º Mas, acima de tudo, se Jesus derrotou o maligno a cada tentação, foi porque se apoiou e confiou na Palavra de Deus!

Por isso, no início destes 40 dias de Quaresma mergulhemos na meditação da Palavra de DeusAlimentemos os nossos pensamentos com verdade.

«O homem não vive só de pão, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus». Mateus 4:4 (resposta de Jesus à tentação de Satanás).

PPP

Questiona-te:

– Quais são as tentações mais frequentes?

– O que posso fazer para as evitar?

– O que é que Jesus teria dito/feito no meu lugar?


Texto: Retirado do site da Paróquia de S.Jorge  de Arroios -"G(o)od News"- https://iaa.pt/

em 18/02/2024; 

Imagem: Retirada da "Google imagens" em 18/02/2024;


terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

Vem salvar-nos, Senhor...

Feliz Quaresma 2024! 
Aproveita bem estes 40 dias para te encontrares com o Senhor, que veio, vem e virá para te salvar!