Braços nus de Jesus, Braços de Pai, de Mãe, de Irmão. Braços Santos!
Catequese Missionária
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
BRAÇOS NUS DE JESUS
Braços nus de Jesus, Braços de Pai, de Mãe, de Irmão. Braços Santos!
sábado, 12 de setembro de 2026
NÃO DEVIAS TU TAMBÉM TER COMPAIXÃO DO TEU COMPANHEIRO ?
XXIV- Domingo do Tempo Comum -Ano A
"Jesus continua com os seus
discípulos a caminho de Jerusalém, instruindo-os sobre como lidar com os
conflitos na comunidade, tal como foi proclamado no evangelho do passado
domingo. Pedro insiste em perguntar quantas vezes é preciso perdoar o irmão que
ofende. A resposta de Jesus é contundente: sempre! (setenta vezes sete).
É neste momento que surgem a
inquietação, o mal-estar, a culpa e o sentimento de infidelidade em muitos
seguidores e seguidoras de Jesus. Enredamo-nos no nosso "mundo afectivo
raquítico e ofendido" e transformamo-lo no critério supremo para o perdão;
constatamos a enorme dificuldade que temos em perdoar e, então, duvidamos que o
Deus da vida também nos perdoe sempre e definitivamente.
Se ficarmos presos ao
"eu", não há saída. Acomodamo-nos na ofensa, na ferida, e a nossa
vida torna-se amarga. Perdemos a ternura, a compaixão e a doçura, dando lugar
ao ressentimento e à impotência — sobretudo quando continuamos a rezar «tal como
nós perdoamos». Quanto sofrimento gera o querer perdoar e não conseguir, o
experimentar a impotência! Por outro lado, tem-se a impressão de que Jesus não
está a falar com seres de outra galáxia, nem com uma elite, mas a exortar
homens e mulheres como nós. Jesus não pede o impossível, mas leva-nos ao limite
para que as nossas potencialidades aflorem.
Jesus diz-nos que é preciso
cortar, soltar (perdoar) a ofensa, não nos acomodarmos nela, para evitar que se
desencadeiem dinâmicas infernais de ódio, vingança e injustiça. Se não tomarmos
uma atitude, destruir-nos-emos. É preciso interromper a longa trajetória de
ódios que passam de geração em geração. Jesus é judeu e sabe que as vinganças
se eternizam: “Caim será vingado sete vezes, e Lameque, setenta e sete” (Gn
4,24). Para Jesus, o perdão nunca pode ser menos abrangente do que os desejos
de vingança; caso contrário, já não existiríamos...
Jesus responde a Pedro com uma
parábola que dispensa explicações: sou capaz de perdoar se me sinto perdoado. O
problema é que, hoje, não sentimos necessidade de ser perdoados; tornamo-nos
deuses. Sentir necessidade de perdão não significa fazer o papel de vítima,
alimentando a baixa autoestima ou espiritualidades que nos corroem por dentro…
mas sim reconhecer que, se nos sobrestimamos — o orgulho —, prejudicamos os
outros; e se nos subestimamos — não nos reconhecendo como criaturas agraciadas
—, prejudicamo-nos a nós próprios... e é essa a nossa tendência.
Só o olhar compassivo de Jesus
nos coloca de volta no nosso devido lugar. Só a experiência de um amor
compassivo, que nos abraça e nos faz sentir amados, nos restaura. Assim, é mais
fácil que o nosso "eu" ferido não se prenda à amargura e à injustiça,
mas se volte para a compaixão pelo outro.
A parábola mostra-nos, de forma
genial, onde pode levar esta falta de reconhecimento grato — que é o que nos
permite sentir o perdão incondicional —: à nossa própria destruição. Para nos
amar, o nosso Deus pede apenas que nos deixemos amar; por isso, ele lança fora
e perdoa tudo aquilo que acreditamos nos afastar dele e nos manter no orgulho.
O homem e a mulher que se sentem amados são capazes de sentir compaixão pelo
próximo.
Toni Catalá SJ"
Imagem: Retirada do Google imagens em 12.09.2026;
Texto: Retirado da partilha da página Facebook de José António Pagola-24º Domingo Comum-Ano A, em 12.09.2026. Tradução livre
sábado, 5 de setembro de 2026
O QUE FAÇO POR UMA IGREJA MAIS FIEL A JESUS?
XXIII- Domingo do Tempo Comum -Ano A
"«Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estarei no meio deles». A melhor forma de tornar Cristo presente na sua Igreja é manter-nos unidos, agindo «em seu nome», movidos pelo seu Espírito. A Igreja não precisa tanto das nossas declarações de amor ou das nossas críticas, mas sim do nosso compromisso real. Não são poucas as perguntas que podemos colocar a nós próprios.
O que faço para criar um clima de conversão coletiva no seio desta Igreja, sempre necessitada de renovação e transformação? Como seria a Igreja se todos vivessem a adesão a Cristo mais ou menos como eu a vivo? Seria ela mais ou menos fiel a Jesus?
O que ofereço em termos de espírito, verdade e autenticidade a esta Igreja, tão necessitada de radicalidade evangélica para oferecer um testemunho credível de Jesus no meio de uma sociedade indiferente e descrente?
Como contribuo, com a minha vida, para edificar uma Igreja mais próxima dos homens e mulheres do nosso tempo, que saiba não só ensinar, pregar e exortar, mas, sobretudo, acolher, escutar e acompanhar aqueles que vivem perdidos, sem conhecer o amor nem a amizade?
O que ofereço para construir uma Igreja samaritana, de coração grande e compassivo, capaz de esquecer os seus próprios interesses para viver voltada para os grandes problemas da humanidade?
O que faço para que a Igreja se liberte dos medos e das servidões que a paralisam e a prendem ao passado, e se deixe penetrar e vivificar pela frescura e pela criatividade que nascem do evangelho de Jesus?
O que eu ofereço, nestes momentos, para que a Igreja aprenda a «viver em minoria», sem grandes pretensões sociais, mas de maneira humilde, como «fermento» oculto, «sal» transformador, pequena «semente» disposta a morrer para dar vida? Que faço por uma Igreja mais alegre e esperançosa, mais livre e compreensiva, mais transparente e fraterna, mais crente e credível, mais de Deus e menos do mundo, mais de Jesus e menos dos nossos interesses e ambições? A Igreja muda quando nós mudamos; converte-se quando nós nos convertemos.
6 de setembro
José António Pagola"
Imagem: Retirada do Google imagens em 05.09.2026;
Texto: Retirado da partilha da página Facebook de José António Pagola-23º Domingo Comum-Ano A, em 05.09.2026. Tradução livre
domingo, 30 de agosto de 2026
PENSAS COMO OS HOMENS, NÃO PENSAS COMO DEUS
"Pedro confessou muito bem que Jesus é o enviado do Pai
(domingo anterior), é aquele que havia de vir, anunciado pelo Batista, é o
Filho que vem das entranhas compassivas do Deus da Vida, é o Ungido, o Cristo…
mas Pedro não entende, ou não quer entender, que a questão não é confessar
corretamente quem é Jesus — até os demónios confessam que Jesus é o Filho de
Deus —, mas sim segui-lo na maneira como ele se situa na vida, deixar-se
comover ao perceber como se vive como Filho, surpreender-se com o que Jesus entende
por ser o Messias de Deus. Podemos saber toda a "ortodoxia" de cor e
estar terrivelmente mal situados na vida.
Quando Pedro ouve Jesus anunciar o que pode acontecer em
Jerusalém — «sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos
escribas» —, enfrenta Jesus e repreende-o. Pedro não quer ouvir falar de um
Jesus que se entrega; quer um Messias triunfante, legitimado pelo sucesso e
pelo reconhecimento. Jesus é contundente: "Afasta-te de mim, Satanás!
Estás a preparar-me uma cilada, escandalizas-me". O mesmo que disse nas
tentações, diz agora a Pedro. Não é que Pedro queira poupar Jesus da adversidade
pela amizade e pelo carinho; se assim fosse, a resposta de Jesus não teria sido
tão radical. Precisamos de evitar leituras "adocicadas" do Evangelho.
Aqui, mais uma vez, encontramo-nos no âmago do Evangelho:
Jesus é fiel até ao fim; é aquele que não foge quando vê o lobo aproximar-se,
que não foge quando fica a saber que Herodes o quer matar... "até ao fim,
até ao terceiro dia, estarei a curar os doentes e a expulsar os demónios".
Jesus quer ir a Jerusalém, sabendo o que pode vir pela
frente; não por obstinação, mas por compaixão. Não vai a Jerusalém por um
destino fatal, desejado por um deus cruel que quer sacrifícios sangrentos —
atenção: as imagens arcaicas de Deus continuam actuantes! Quer ir porque Jesus
é filho de Israel e Jerusalém é o auge da sua alegria, como diz o salmista,
embora saiba que a transformaram no lugar dos “traficantes da dor”. Sabe que
converteram o lugar de oração e de encontro dos povos num “covil de ladrões”.
Como filho de Israel, quer levar a compaixão para o centro do poder religioso,
mesmo sabendo que pode ser triturado por ele. Não quer deixar ninguém sem
possibilidade de abertura ao Reino que está a acontecer.
Ora, após o confronto com Pedro, Jesus diz aos discípulos que
quem quiser ganhar tem de perder; quem quiser autoafirmar a sua vida tem de a
libertar, tem de a ceder; quem o quiser seguir tem de carregar as suas perdas
de prestígio, de relevância, de riqueza, de vanglória, de domínio, de
prepotência… isto é carregar a cruz e caminhar com Ele até ao fim. “Ganhar o
mundo não serve de nada se arruinar a vida.” Obrigado, Francisco Javier, pelo
belo testemunho que nos deste sobre isto! ... Pensar como os homens e pensar
como Deus são coisas incompatíveis. Pensar como Deus é percorrer um caminho
humilde, compassivo, livre, pacificado, caminhando com ternura e sentido de
justiça. Obrigado, Jesus, porque contigo é possível caminhar.
Toni Catalá, SJ"
Imagem: Retirada do Google imagens em 30.08.2026;
Texto: Retirado da partilha da página Facebook de José António Pagola-22º Domingo Comum-Ano A, em 30.08.2026. Tradução livre

