Catequese Missionária
terça-feira, 24 de março de 2026
domingo, 22 de março de 2026
E AINDA SE PERGUNTA SE LÁZARO RESSUSCITOU FISICAMENTE, ESTÁ MORTO
Texto Sagrado: Jo11, 1-45
"Água, luz, vida. Estas são três metáforas poderosas que nos tentam levar para além de toda a lógica. Se insistirmos em interpretá-las literalmente, distorcemos o texto e ficamos privados da verdadeira mensagem.
Tudo é simbólico. Uma família de
irmãos, a nova comunidade. Jesus integrado no grupo através do seu amor por
cada um. Alguns membros da comunidade preocupam-se com a saúde dos outros. A
falta de lógica na narrativa obriga-nos a ir além de uma interpretação literal.
Se nos perguntarmos se Lázaro
ressuscitou fisicamente, significa que ainda estamos mortos. A alternativa não
é esta vida cá em baixo ou outra vida depois, mas uma continuação desta. A
alternativa é: apenas a vida biológica, ou a Vida definitiva durante esta vida
física, mas para além dela. Que Lázaro ressuscite apenas para morrer de novo
não faz sentido. Nenhum outro texto do Novo Testamento menciona um
acontecimento tão espetacular.
"Eu sou a ressurreição e a
vida". Jesus não veio prolongar a vida física; veio comunicar a Vida de
Deus. Esta Vida anula os efeitos catastróficos da morte biológica. Perante a
morte natural, a Vida que se segue aparece como uma renovação da vida que
termina. Na realidade, é a única Vida verdadeira.
Jesus corrige o conceito de
"ressurreição no último dia", que Marta partilhou com os fariseus.
Para João, o último dia é o dia da morte de Jesus, no qual, com o dom do
Espírito, se completa a criação da humanidade. É uma vergonha continuarmos a
depender da fé para a vida depois da morte, que Jesus declara insuficiente.
"Onde o colocaram?"
Isto indica que foram eles que colocaram Lázaro no túmulo, um lugar de morte
sem esperança. O túmulo não é o lugar apropriado para aqueles que juraram
fidelidade a Jesus. Ao dizer-lhes: "Tirem a pedra", Jesus pede à
comunidade que abandone as suas crenças. Os mortos não precisam de ser
separados dos vivos. Os mortos podem estar vivos e os vivos, mortos.
Algo já está a cheirar mal. A
trágica realidade da morte é incontornável. Marta ainda pensa que a morte é o
fim. Jesus quer mostrar-lhe que não é o fim; mas também que sem a “morte” a
verdadeira Vida não pode ser alcançada. A morte deixa de ser o horizonte final
da vida quando é abraçada. Ninguém está isento de morrer.
Ao remover a pedra, a fronteira entre os mortos e os vivos desaparece. A pedra impedia a entrada e a saída de qualquer pessoa. Era o sinal do fim da existência. A pesada laje de pedra ocultava a presença da Vida para além da morte. Jesus sabe que Lázaro aceitou a Vida antes de morrer, e é por isso que continua a viver.
"Lázaro, vem cá para
fora!" O túmulo onde o tinham colocado não era o seu lugar. O crente não
está destinado ao túmulo porque continua a viver. Os destinatários do clamor
são eles, e não Lázaro. "Vinde todos vós para a verdadeira vida!"
"O morto saiu com os braços
e as pernas atados". O ser humano, que não nasce para uma nova Vida,
permanece atado de pés e mãos, incapaz de crescer como tal. Mais uma vez, é
impossível compreender a frase literalmente. Como poderia ele sair se os seus
pés estavam atados? Parecia um cadáver, mas estava vivo.
Lázaro possui todos os atributos
da morte, mas sai por si porque está vivo. A comunidade precisa de tomar
consciência da sua nova situação. Foram eles que o aprisionaram e são eles que
o devem libertar. Lázaro não regressa à comunidade, mas é libertado. Agora,
sabendo que morrer não significa deixar de viver, podem oferecer a sua vida
como Jesus fez.
Irmão Marcos"
Imagem: Retirada do Google imagens em 22.03.2026;
Texto: Retirado da partilha da página Facebok de José António Pagola-5º Domingo da Quaresma-Ano A, em 22.03.2026. Tradução livre
quinta-feira, 19 de março de 2026
terça-feira, 17 de março de 2026
sábado, 14 de março de 2026
CAMINHOS PARA A FÉ
Texto Sagrado: Jo 9, 1-41
"A história é inesquecível. Tradicionalmente chamada "a cura do cego de nascença", é muito mais do que isso, pois o evangelista descreve a viagem interior de um homem perdido na escuridão até encontrar Jesus, "Luz do mundo".
Não sabemos o seu nome. Sabemos
apenas que é um mendigo, cego de nascença, que pede esmola à porta do Templo.
Ele não conhece a luz. Nunca a viu. Não consegue andar nem orientar-se. A sua
vida desenrola-se na escuridão. Nunca conhecerá uma vida digna.
Um dia, Jesus cruza-se no seu
caminho. O cego é tão necessitado que permite que Jesus trabalhe nos seus
olhos. Não sabe quem é Jesus, mas confia no seu poder de cura. Seguindo as
instruções de Jesus, purifica a sua visão no Tanque de Siloé e, pela primeira
vez, começa a ver. O encontro com Jesus mudará a sua vida.
Os vizinhos vêem-no transformado.
É o mesmo homem, mas parece uma pessoa diferente. O homem explica a sua
experiência: “Um homem chamado Jesus” curou-o. Ele não sabe mais nada. Não sabe
quem é Jesus nem onde está, mas Jesus abriu-lhe os olhos. Jesus faz o bem mesmo
àqueles que O reconhecem apenas como homem.
Os fariseus, conhecedores da
religião, fazem-lhe todo o tipo de perguntas sobre Jesus. Fala-lhes da sua
experiência: “Só sei de uma coisa: eu era cego e agora vejo”. Perguntam-lhe o
que pensa de Jesus, e ele diz-lhes o que sente: “Que é um profeta”. O que ele
recebeu dele é tão bom que esse homem deve vir de Deus. É assim que muitas
pessoas simples experimentam a sua fé em Jesus. Não percebem de teologia, mas
sentem que este homem vem de Deus.
Aos poucos, o mendigo é deixado
sozinho. Os seus pais não o defendem. Os líderes religiosos expulsam-no da
sinagoga. Mas Jesus não abandona aqueles que o amam e o procuram. “Quando ouviu
que o tinham expulsado, foi procurá-lo.” Jesus tem os seus próprios meios de
encontrar aqueles que O procuram. Ninguém o pode impedir.
Quando Jesus encontra o homem que
ninguém parece compreender, faz-lhe apenas uma pergunta: “Crês no Filho do
Homem?” Crê no novo Homem, o Homem plenamente humano precisamente porque é a
encarnação do insondável mistério de Deus? O mendigo está disposto a acreditar,
mas vê-se mais cego do que nunca: “E quem é ele, Senhor, para que eu acredite
nele?”
Jesus diz-lhe: “Já O viste: é aquele que está a falar contigo.” Os olhos do cego abrem-se. Prostra-se diante de Jesus e diz: “Eu creio, Senhor.” Só ouvindo Jesus e permitindo que nos guie interiormente é que caminhamos para uma fé mais plena e também mais humilde.
José António Pagola"
Imagem: Retirada do Google imagens em
14.03.2026;
Texto: Retirado da partilha da página Facebok de José António
Pagola-4º Domingo da Quaresma-Ano A, em 14.03.2026. Tradução livre
Ô mon Bien-Aimé | Emmanuel Music
Ó meu Bem-Amado, Jesus meu Senhor,
verdadeira alegria do coração: mais que o mel
Tua doce presença, vem-nos encher da tua alegria!
Iesu, Iesu,
Iesu, Adoramus te!
Iesu, Adoramus
Iesu, Adoramus
Iesu, Adoramus te!
Tu confortas aquele que pede perdão;
dás coragem ao fraco que confia em Ti. Consolador
de quem Te procura, do que Te encontra, grande alegria!
Ninguém pode exprimir tua graça e poder, nenhum hino
contém teu imenso amor. Mas quem mergulha
em teu coração, encontra a vida que não tem fim!
Iesu, Adoramus
Iesu, Adoramus
Iesu, Adoramus te!
Sê a fonte da nossa alegria, Jesus. Tu, o
nosso tesouro um dia nos céus. Que a nossa
glória repouse em Ti. Agora e sempre, Ámen!
Iesu, Adoramus
Iesu, Adoramus
Iesu, Adoramus te!
Iesu, Adoramus
Iesu, Adoramus
Iesu, Adoramus te!

