Catequese Missionária
sábado, 11 de julho de 2026
sábado, 4 de julho de 2026
DEUS É PARA PESSOAS SIMPLES
Sempre que tive a impressão de estar com alguém próximo de
Deus, era alguém com um coração simples. Por vezes é alguém sem grande
conhecimento, outras vezes alguém de considerável cultura, mas sempre um homem
ou uma mulher com uma alma humilde e pura.
Em mais do que uma ocasião, vi que o simples facto de falar
de Deus não basta para despertar a fé. Para muitas pessoas, certos conceitos
religiosos estão gastos, e mesmo que se tente resgatar todo o vigor e sabor que
tinham na sua origem, Deus permanece de certa forma "fossilizado" nas
suas consciências. No entanto, encontrei pessoas simples que não parecem
precisar de grandes ideias ou raciocínios. Percebem imediatamente que Deus é
"um Deus oculto" e, do seu coração, brota uma invocação espontânea:
"Senhor, mostra-me a tua face".
Também conheci pessoas que agem sempre dentro do âmbito do
que é prático. Algumas abandonam Deus porque Ele lhes parece totalmente inútil;
outras agarram-se a Ele e adoram-n’O porque Ele serve os seus propósitos.
Contudo, também conheci pessoas simples que vivem a dar graças a Deus. Gozam
das coisas boas da vida, suportam as dificuldades com paciência; sabem viver e
ajudar os outros a viver. Não sei como o conseguem, mas o louvor ao Criador
parece brotar sempre dos seus corações. As suas vidas são uma bênção.
Já falei sobre temas religiosos muitas vezes e sobre Deus a uma grande variedade de pessoas. Por vezes, encontro pessoas que fazem uma pergunta atrás da outra sobre todo o tipo de assuntos teológicos, sem demonstrar o mínimo interesse em encontrar-se com Deus. Mas também já vi pessoas simples cujos olhos brilhavam com uma luz especial quando lia passagens como esta do profeta Isaías: “Eu sou o Senhor, teu Deus… Tu és precioso aos meus olhos, e digno de honra, e eu te amo… Não temas, porque eu sou contigo” (Isaías 43:4); ou quando recitei o Salmo 103: “Como um pai se compadece dos seus filhos, assim o Senhor se compadece dos que o temem; pois sabe como somos formados, lembra-se de que somos pó” (Salmo 103:13-14). Sim, Deus revela-se a pessoas simples.
5 de julho
José António Pagola"
Imagem: Retirada do Google imagens em 04.07.2026;
Texto: Retirado da partilha da página Facebook de José António Pagola-14º Domingo Comum-Ano A, em 04.07.2026. Tradução livre.
sábado, 27 de junho de 2026
APRENDENDO A DAR
Texto Sagrado: Mt 10, 37-42
No entanto, dar é algo totalmente diferente. O ato de dar é a
expressão mais rica de vitalidade, abundância e poder criativo. Quando damos
verdadeiramente, sentimo-nos cheios de vida e transbordantes, capazes de
enriquecer os outros — mesmo que de forma modesta. "Só o amor faz a vida
valer a pena. Só ajudar os outros traz a grande alegria de viver" (Karl
Tillmann).
Dar significa estar vivo e ser rico. Quem possui muito, mas
não sabe dar, não é verdadeiramente rico. Por mais que possua, continua
pequeno, impotente e empobrecido. Na realidade, a única pessoa verdadeiramente
rica é aquela que é capaz de dar algo de si aos outros.
Todos nós precisamos de ouvir com mais atenção e profundidade
as palavras de Jesus. Nem mesmo um copo de água fresca dado a uma pessoa
sedenta e necessitada ficará sem recompensa. Devemos aprender a partilhar o que
está vivo em nós e pode fazer o bem aos outros — partilhando a nossa alegria,
compreensão, encorajamento, esperança, hospitalidade ou proximidade.
Muitas vezes, não se trata de coisas grandiosas ou
espetaculares. Trata-se simplesmente de "um copo de água fresca": um
sorriso acolhedor, uma escuta sem pressas, uma ajuda para levantar um espírito
abatido, um gesto de solidariedade, uma visita ou um sinal de apoio e amizade.
Não nos esqueçamos disso. No coração da vida, existe Alguém que abençoa, acolhe
e recompensa cada gesto de amor, por mais pequeno que nos possa parecer. O seu
nome é Deus, nosso Pai.
28 de junho
José António Pagola"
Imagem: Retirada do Google imagens em 27.06.2026;
Texto: Retirado da partilha da página Facebook de José António Pagola-13º Domingo Comum-Ano A, em 27.06.2026. Tradução livre.
terça-feira, 23 de junho de 2026
Mon Dieu, tu es grand, tu es beau!
“ Quero gritar
Meu Deus, tu és grande, tu és bom!
Deus Vivo, O Altíssimo!
Tu és o Deus d`´Amor!
Meu Deus, tu és grande, tu és bom!
Deus Vivo, O Altíssimo!
Tu estás presente em toda a criação! ”
sábado, 20 de junho de 2026
PORTANTO, NÃO TENHAM MEDO
Texto Sagrado: Mt 10, 26-33
"Se lermos os quatro Evangelhos
com serenidade e atenção contínua — lembrando que não foram escritos com
capítulos e versículos — percebemos como, ao longo da leitura, Jesus nos
convida continuamente a não temer, a não ter medo, a encontrar a paz e a pedir
força: “Não tenhas medo, Zacarias”, “Não tenhas medo, Maria”, “Não tenhas medo,
pastores”, “Não tenhas medo, Pedro”, “Não tenhas medo, pequeno rebanho”, “Não
te preocupes com…”, “Não tenhas medo daqueles que podem matar o corpo”, “A paz
esteja convosco”, “Vinde a Mim, todos vós que estais cansados e
sobrecarregados”, “Pedi ao Espírito que vos fortaleça…”. Se lermos isto com
serenidade, os nossos corações alegram-se e desejam aproximar-se cada vez mais
de Jesus.
O Cristo narrado, recordado e
vivido pelas comunidades cristãs é um Jesus pacífico e pacificador, um Jesus
que nos convida a viver à luz do dia e a não nos escondermos nas trevas da
noite, um Jesus que deseja que descubramos a nossa plena dignidade como filhos
e filhas do Deus da Vida na plena luz da verdade e da alegria, e não nos
escondamos nas trevas, nas meias-verdades, na ambiguidade, naquilo que é
sórdido, rarefeito, odioso, insultuoso, amargo, na cobardia anonimato… que
tantas vezes emerge em momentos críticos como aquele que estamos a viver.
Ele não quer que sejamos fracos,
intimidados, medrosos, submissos ou assustados… A Boa Nova de Jesus
apresenta-nos duas formas de viver: trilhar o caminho da liberdade e da força
ou percorrer a vida acovardados e sobrecarregados de obstáculos. Escolher um
caminho ou outro depende do Deus a quem oramos, invocamos e em quem acreditamos
— isto é, do Deus em quem desejamos firmar a nossa vida. Não esqueçamos que o
Deus de Jesus é “a Fonte da Vida”. O caminho da estagnação e do isolamento é o
caminho dos ídolos.
Jesus alerta-nos para um único
medo que devemos evitar: o medo daqueles que nos podem matar “corpo e alma”, ou
seja, matar não só a nossa vida “biológica”, mas também a nossa vitalidade, o
nosso desejo de viver com compaixão, de criar espaços de repouso e alívio como
Ele. Medo daqueles que nos podem conduzir a ciclos de desesperança e
derrotismo. Medo daqueles que nos podem transformar em “mortos-vivos”.
O que pode matar a “verdadeira
vida”, como gostava de dizer Santo Inácio de Loyola, não é “tomar o partido de
Jesus”, mas “nega-Lo”. Devemos ter cuidado, pois as nossas ilusões levam-nos
sempre a conceber o discipulado como uma batalha entre o bem e o mal: os bons
somos nós, cristãos, os maus são os outros, os que estão fora da fé; Aqueles de
nós que estão do lado de Jesus são os "salvos", aqueles que o negam
são sempre os outros, aqueles que serão "condenados"... Será que
acreditamos mesmo que é tudo assim tão simples? Tomar ou não o partido de Jesus
não é algo que possamos conhecer claramente neste momento; só saberemos no fim.
Mas Jesus é bom e deu-nos uma antevisão dos critérios finais: estar ao meu lado
é alimentar, vestir, visitar... Isto soa-vos familiar?
Continuemos a desejar, a pedir, a
estar sempre "ao lado de Jesus", pois este desejo não nos mata a
vida, mas, pelo contrário, dá-nos vida.
Toni Catalá SJ"
Imagem: Retirada do Google imagens em 20.06.2026;
Texto: Retirado da partilha da página Facebook de José António Pagola-12º Domingo Comum-Ano A, em 20.06.2026. Tradução livre


