Catequese Missionária
quinta-feira, 19 de março de 2026
terça-feira, 17 de março de 2026
sábado, 14 de março de 2026
CAMINHOS PARA A FÉ
Texto Sagrado: Jo 9, 1-41
"A história é inesquecível. Tradicionalmente chamada "a cura do cego de nascença", é muito mais do que isso, pois o evangelista descreve a viagem interior de um homem perdido na escuridão até encontrar Jesus, "Luz do mundo".
Não sabemos o seu nome. Sabemos
apenas que é um mendigo, cego de nascença, que pede esmola à porta do Templo.
Ele não conhece a luz. Nunca a viu. Não consegue andar nem orientar-se. A sua
vida desenrola-se na escuridão. Nunca conhecerá uma vida digna.
Um dia, Jesus cruza-se no seu
caminho. O cego é tão necessitado que permite que Jesus trabalhe nos seus
olhos. Não sabe quem é Jesus, mas confia no seu poder de cura. Seguindo as
instruções de Jesus, purifica a sua visão no Tanque de Siloé e, pela primeira
vez, começa a ver. O encontro com Jesus mudará a sua vida.
Os vizinhos vêem-no transformado.
É o mesmo homem, mas parece uma pessoa diferente. O homem explica a sua
experiência: “Um homem chamado Jesus” curou-o. Ele não sabe mais nada. Não sabe
quem é Jesus nem onde está, mas Jesus abriu-lhe os olhos. Jesus faz o bem mesmo
àqueles que O reconhecem apenas como homem.
Os fariseus, conhecedores da
religião, fazem-lhe todo o tipo de perguntas sobre Jesus. Fala-lhes da sua
experiência: “Só sei de uma coisa: eu era cego e agora vejo”. Perguntam-lhe o
que pensa de Jesus, e ele diz-lhes o que sente: “Que é um profeta”. O que ele
recebeu dele é tão bom que esse homem deve vir de Deus. É assim que muitas
pessoas simples experimentam a sua fé em Jesus. Não percebem de teologia, mas
sentem que este homem vem de Deus.
Aos poucos, o mendigo é deixado
sozinho. Os seus pais não o defendem. Os líderes religiosos expulsam-no da
sinagoga. Mas Jesus não abandona aqueles que o amam e o procuram. “Quando ouviu
que o tinham expulsado, foi procurá-lo.” Jesus tem os seus próprios meios de
encontrar aqueles que O procuram. Ninguém o pode impedir.
Quando Jesus encontra o homem que
ninguém parece compreender, faz-lhe apenas uma pergunta: “Crês no Filho do
Homem?” Crê no novo Homem, o Homem plenamente humano precisamente porque é a
encarnação do insondável mistério de Deus? O mendigo está disposto a acreditar,
mas vê-se mais cego do que nunca: “E quem é ele, Senhor, para que eu acredite
nele?”
Jesus diz-lhe: “Já O viste: é aquele que está a falar contigo.” Os olhos do cego abrem-se. Prostra-se diante de Jesus e diz: “Eu creio, Senhor.” Só ouvindo Jesus e permitindo que nos guie interiormente é que caminhamos para uma fé mais plena e também mais humilde.
José António Pagola"
Imagem: Retirada do Google imagens em
14.03.2026;
Texto: Retirado da partilha da página Facebok de José António
Pagola-4º Domingo da Quaresma-Ano A, em 14.03.2026. Tradução livre
Ô mon Bien-Aimé | Emmanuel Music
Ó meu Bem-Amado, Jesus meu Senhor,
verdadeira alegria do coração: mais que o mel
Tua doce presença, vem-nos encher da tua alegria!
Iesu, Iesu,
Iesu, Adoramus te!
Iesu, Adoramus
Iesu, Adoramus
Iesu, Adoramus te!
Tu confortas aquele que pede perdão;
dás coragem ao fraco que confia em Ti. Consolador
de quem Te procura, do que Te encontra, grande alegria!
Ninguém pode exprimir tua graça e poder, nenhum hino
contém teu imenso amor. Mas quem mergulha
em teu coração, encontra a vida que não tem fim!
Iesu, Adoramus
Iesu, Adoramus
Iesu, Adoramus te!
Sê a fonte da nossa alegria, Jesus. Tu, o
nosso tesouro um dia nos céus. Que a nossa
glória repouse em Ti. Agora e sempre, Ámen!
Iesu, Adoramus
Iesu, Adoramus
Iesu, Adoramus te!
Iesu, Adoramus
Iesu, Adoramus
Iesu, Adoramus te!
quarta-feira, 11 de março de 2026
sábado, 7 de março de 2026
DEUS É SOMENTE ESPÍRITO
III-Domingo
Quaresma -Ano A
Texto
Sagrado: Jo 4,5-42
"Hoje
e nos próximos dois domingos, vamos ler os Evangelhos de João: a mulher
samaritana, o cego de nascença e a ressurreição de Lázaro. O "Eu
Sou" de João se repete nos três: Eu sou a água viva, a
luz, a vida. A narrativa é uma catequese que nos convida a seguir
Jesus-Vida.
Os
samaritanos eram desprezados pelos judeus como hereges. O pior insulto que se
podia dirigir a um judeu era chamá-lo de samaritano. Sem essa chave, a
narrativa não pode ser compreendida.
Jesus
é a água viva, que substituirá a Lei e o Templo. Esta é a chave para toda a
narrativa. A mulher não tem nome; ela representa a região da Samaria, que
saciará sua sede na tradição. Jesus está sozinho. Este é o encontro do Messias
com a Samaria, a infiel. O profeta Oséias da Samaria havia denunciado a
prostituição desta terra.
Jesus
toma a iniciativa pedindo água à mulher samaritana. Ele se aproxima dela
implorando por ajuda. Ela tem o que lhe falta e de que precisa: água. A
surpresa da mulher é compreensível. Jesus acaba de derrubar uma dupla barreira:
a que separava judeus e samaritanos, e a que separava homens e mulheres. Ele
reconhece que uma mulher pode lhe oferecer algo.
Jesus
lhe pediu um favor, mas é para retribuir com um muito maior. Jesus mostra-se
acima das circunstâncias aparentemente adversas. A mulher não conhece outra
água além daquela do poço (a lei), que só pode ser obtida por meio do esforço
humano. Como os judeus, ela não descobriu que existe um dom gratuito e melhor
de Deus.
A
água — o Espírito — que Jesus dá torna-se uma fonte que continuamente dá Vida.
Essa Vida contém energia suficiente para desenvolver cada ser humano a partir
de sua dimensão pessoal mais profunda. O homem recebe a Vida nas profundezas do
seu ser. A água precisa ser tirada do poço; O Espírito está sempre
profundamente dentro de cada um.
João
é um mestre em usar o mal-entendido de uma afirmação para enfatizar a
explicação. Jesus fala da Vida, e a mulher samaritana fala da água para beber.
A melhor demonstração de que mantemos essa ambivalência é que a primeira
leitura é a passagem de Êxodo, onde a prova de que Deus está com o povo é que
Ele lhes dá água.
O
significado dos versículos, que se referem a maridos, deve ser buscado no
contexto profético, que nos leva ao relacionamento infiel de Samaria com Deus.
Samaria teve cinco deuses, e aquele que eles têm agora (Javé), por
compartilhá-Lo, também não é o seu verdadeiro deus.
Em
Jesus, a atitude de Deus é personificada: Ele não rompeu com Samaria, mas a
procura ativamente. A água tradicional (a Lei) não havia saciado a sede do
povo. Sua busca os levou a uma multiplicidade de maridos — senhores — deuses.
A
mulher samaritana descobre que Jesus é um profeta. A imagem que ela tem do
Messias é a de um profeta como Moisés. Ela permanece apegada à tradição de
"nossos ancestrais". Ela busca a solução nos costumes antigos, a
única realidade que conhece.
Para
Jesus, até mesmo o Templo de Jerusalém está corrompido. Ambas as alternativas
estão erradas. Sua oferta é algo novo. É uma mudança radical. O próprio Jesus
será o lugar do encontro com Deus. O relacionamento direto com Deus tornará
possível a unidade e o amor.
"Deus
é Espírito." Devemos ter em mente que, da perspectiva grega,
"Espírito" significa simplesmente um ser imaterial. Da perspectiva
judaica, possui uma gama muito rica de significados. Significa que Deus é
poder, o dinamismo do amor, Vida.
O
culto antigo era uma humilhação diante de um Deus soberano; enfatizava a
distância. O novo culto eleva a humanidade e elimina essa distância. Deus não
precisa nem espera presentes de nós. Os hereges samaritanos estão mais próximos
de Deus do que os judeus ortodoxos.
Irmão
Marcos"
Imagem: Retirada do Google imagens em 07.03.2026;
Texto: Retirado da partilha da página Facebok de José
António Pagola-3º Domingo da Quaresma-Ano A, em 07.03.2026. Tradução livre


