Ser cristão e não querer ser santo faz sentido? (...) Ser cristão, e não desejar que todos sejam santos é aceitável? (...) Obviamente que não. A “Santidade” é um “máximo” e um “mínimo” de todos os cristãos. É um “máximo” porque bem sabemos que Santo só é o Senhor que nos criou, seu Filho que nos remiu e o Espirito Santo que nos santifica. A Santidade plena não é atingida por nós, mas é um “mínimo”, uma exigência, porque tudo devemos fazer para imitar Jesus, tudo devemos fazer para que a vontade de Deus seja cumprida em nós próprios e em todos.
Pelo Batismo nos tornamos em novas criaturas, santos do Santo. Em primeiro lugar, é pela Graça de Deus que somos santos, é iniciativa de Deus, uma oferta, um dom precioso, foi Jesus que nos ofereceu a sua Vida; mas também é verdade que nos compete aceitar ou não essa Oferta, essa Entrega total. "Amor com amor se paga", diz o ditado, e daí nasce a questão: -sou grato ou ingrato? Quero ser santo ou não?
É cristão o peregrino que caminha para a santidade. Ainda que, por vezes, seja ingrato para com Jesus, ele sabe que só é feliz louvando o Senhor para sempre. Ninguém se justifica sozinho, foi Ele que nos resgatou e nos branqueou com o Seu Sangue. Jesus detesta o pecado mas muito amou e ama o pecador: Há muito que nos resgatou(…). O Pai também ama os filhos que andaram por caminhos errados . Ainda sem cada um destes filhos o saber, o Pai já o esperava e tinha guardado para ele aquele abraço, que, sem palavras, tudo cura e perdoa. E então faz-se a festa, mata-se o vitelo gordo, a alegria nasce de novo.
O cristão procura a Verdade que é o
Verbo Encarnado que habitou entre nós (…) quem caminha com a Palavra de Deus e
se vai convertendo a Ela, caminha na santidade. Quem vive com sinceridade os
Sacramentos, já experimenta a santidade e a alegria de ser santo na
comunhão dos Santos.



