terça-feira, 3 de novembro de 2026

8º PERCURSO ALPHA GUARDA-ONLINE

Olá, queres saber mais sobre Jesus, vem fazer o Percurso Alpha connosco!

Convida os teus amigos, os felizes e os desanimados, os que têm fé e os que não têm, os que estão revoltados, pois há uma equipa acolhedora quer fazer caminho com todos eles! Surpreende-te e deixa-te surpreender!

São onze secções online, em que poderás “re”descobrir o Amor de Jesus por ti! Inscreve-te e convida os teus amigos!

❓ Há perguntas que merecem tempo. E um lugar para conversar.
Vamos dar início ao 8.º Percurso Alpha Guarda!
📅 Início: 27 de novembro, às 21h30
💻 Online, através do Zoom
📩 Mais informações: alphaguarda@gmail.com
Traz as tuas perguntas. Há lugar para ti.

domingo, 1 de novembro de 2026

Santidade uma meta para todos…

Ser cristão e não querer ser santo faz sentido? (...) Ser cristão, e não desejar que todos sejam santos é aceitável? (...) Obviamente que não. A “Santidade” é um “máximo” e um “mínimo” de todos os cristãos. É um “máximo” porque bem sabemos que Santo só  é o Senhor que nos criou, seu Filho que nos remiu e o Espirito Santo que nos santifica. A  Santidade plena não é atingida por nós, mas é um “mínimo”, uma exigência, porque tudo devemos fazer para imitar Jesus, tudo devemos fazer para que a vontade de Deus seja cumprida em nós próprios e em todos.

Pelo Batismo nos tornamos em novas criaturas, santos  do Santo. Em primeiro lugar, é pela Graça de Deus que somos santos, é iniciativa de Deus,  uma oferta, um dom precioso, foi Jesus que nos ofereceu a sua Vida; mas também é verdade que nos compete aceitar ou não essa Oferta, essa Entrega total. "Amor com amor se paga", diz o ditado, e daí nasce a questão: -sou grato ou ingrato? Quero ser santo ou não? 

É cristão o peregrino que caminha para a santidade. Ainda que, por vezes, seja ingrato para com Jesus, ele sabe que só é feliz louvando o Senhor para  sempre. Ninguém se justifica sozinho, foi Ele que nos resgatou e nos branqueou com o Seu Sangue. Jesus detesta o pecado  mas muito amou e ama o pecador: Há muito que nos resgatou(…). O Pai também ama os filhos que andaram por caminhos errados . Ainda sem cada um destes filhos  o saber, o Pai  já o esperava e tinha guardado para ele aquele abraço, que, sem palavras, tudo cura e perdoa. E então faz-se a festa, mata-se o vitelo gordo, a alegria nasce de novo.

O cristão procura a Verdade que é o Verbo Encarnado que habitou entre nós (…) quem caminha com a Palavra de Deus e se vai convertendo a Ela, caminha na santidade. Quem vive com sinceridade os Sacramentos,  já experimenta a santidade e a alegria de ser santo na comunhão dos Santos.

Ser santo é aceitar ser criança de novo, confiando inteiramente no Pai.
                                                                                                                                                                              (Diác.José Luís Leão-2013)

<<Louvor ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro. A bênção, a glória, a sabedoria, a ação de graças, a honra, o poder e a força ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos.Amen.>>    
                                       Ap7,10.12

Imagem: Retirada do Google imagens em 01.11.2026

Cura: que enfermidades?

 


sexta-feira, 30 de outubro de 2026

SEREIS BEM-AVENTURADOS


 XXXI - Domingo do Tempo Comum (Solenidade de Todos os Santos) -Ano A

Texto Sagrado: Mt 5, 1-12a 

"Seguimos o Senhor sempre na “comunhão dos santos”. Estamos no âmbito daquele que é compassivo, do Deus da Vida, graças às mulheres e aos homens que, ao longo da história, viveram o Evangelho e nos introduziram nele. Este seguimento ocorre no seio de uma corrente de testemunhas da Compaixão e da Justiça.

A nossa fé cristã não é uma mera adesão a um conteúdo doutrinário, mas antes o desejo de viver em misericórdia, justiça e humildade, como declarou, desde a antiguidade, o profeta Miqueias. Para nós, o Santo de Deus é Jesus de Nazaré, aquele que “passou fazendo o bem”.

Quando, na liturgia, proclamamos no Glória: “Só vós sois o Santo, só vós, o Senhor”, reconhecemo-nos como peregrinos e caminhantes. Acontece que, graças a Deus, na nossa caminhada pela vida, encontramos homens e mulheres que refletiram para nós a Santidade de Jesus. Incentivaram-nos — e continuam a encorajar-nos — no nosso desejo de moldar o nosso coração e as nossas ações segundo os sentimentos de Cristo Jesus. Hoje, trazemo-los à memória e agradecemos as suas vidas.

Não estamos sozinhos no caminho — não é uma viagem para “cavaleiros solitários” (o “Cavaleiro Solitário” era uma personagem de banda desenhada que eu lia em criança) —, mas caminhamos sempre com outros. Cada cristão deveria ter a sua própria “ladainha dos santos”. Cada um de nós conhece homens e mulheres que foram canais de misericórdia na nossa vida, tanto no passado como no presente. Nunca devemos esquecê-los.

A nossa vida, sem os santos e santas de Deus, seria uma alucinação impossível de viver; mostram-nos que, juntos, vivemos o Evangelho. Como diz São Paulo, somos um só corpo com uma diversidade de dons: onde eu não chego, chega o meu companheiro de caminhada. Acontece que, ao longo do caminho, houve companheiros e companheiras que foram especialmente agraciados e que se tornaram a nossa fortaleza e o nosso guia.

Porque reconhecemos a Santidade de Jesus como única — e na qual desejamos participar —, permitimos que Ele, mais uma vez, nos mostre o caminho para não nos perdermos (sabemos que é possível chamar "santidade" até às extravagâncias mais bizarras, ou dinâmicas de vida que conduzem a uma verdadeira desumanização). Reconhecer a Santidade de Jesus significa escutar, com alegria, como Ele chama felizes, bem-aventurados, agraciados e abençoados aqueles que promovem a paz, os misericordiosos, os puros de coração, os humildes, aqueles que exprimem, por meio de lágrimas, que são filhos e filhas da aflição; os que se arriscam por um mundo mais voltado para Deus, mais justo; os pobres que não depositam as suas preocupações na riqueza...

Jesus apresenta-nos o mapa do território da santidade, para que não nos desviemos por caminhos de injustiça, dureza de coração, desprezo, apego à riqueza, vaidade, prepotência ou agressividade. Sabemos que vivemos num mundo onde a santidade ainda não se manifestou na sua plenitude — onde o trigo e o joio crescem juntos, e onde a santidade e a maldição coexistem —, mas não nos devemos cansar de agradecer àqueles que, com a sua forma de viver, nos mostram a verdadeira vida

Os santos e santas de Deus são os abençoados pelo dom da bondade e da sabedoria existencial que, na nossa caminhada, fazem emergir o melhor de nós mesmos. Jesus e os seus santos e santas fazem de nós pessoas melhores.

Toni Catalá SJ"

Imagem: Propriedade do Blog.

Texto: Retirado da partilha da página Facebook de José António Pagola-31º Domingo Comum- Solenidade de Todos os Santos -Ano A, em 30.10.2026. Tradução livre

Heureux, Bienheureux

 


sexta-feira, 23 de outubro de 2026

O AMOR É TUDO

XXX- Domingo do Tempo Comum -Ano A

Texto Sagrado: Mt 22, 34-40

"Os judeus chegaram a contabilizar seiscentos e treze mandamentos que deviam ser observados para cumprir integralmente a Lei. Por isso, não era incomum, nos círculos rabínicos, surgirem perguntas como a que foi feita a Jesus, numa tentativa de buscar o essencial: qual é o primeiro de todos os mandamentos?

Jesus responde de forma clara e precisa: «O primeiro é: “Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu ser”. O segundo é este: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Não há maior mandamento do que estes». Como ouvir, hoje, estas palavras fundamentais de Jesus?

Há algo que se nos revela com toda a clareza: o amor é tudo. O que nos é pedido na vida é amar. Aí está a chave. Podemos, depois, extrair todo o tipo de consequências e desenvolvimentos, mas o essencial é viver diante de Deus e dos outros numa atitude de amor. Se pudéssemos agir sempre assim, tudo estaria salvo. Não há nada mais importante do que isso, nem mesmo a prática de uma determinada religião.

Mas porque é que o amor é a força que dá sentido, verdade e plenitude à vida? Esta centralidade do amor assenta, segundo a fé cristã, numa realidade: Deus, a origem de toda a vida, é, Ele próprio, amor. Esta é a definição ousada e insuperável da fé cristã: «Deus é amor» (1 João 4,8). De certo modo — ainda que de forma imperfeita —, pode dizer-se que Deus consiste em amar; Deus não sabe, não quer e não pode fazer outra coisa senão amar. Podemos duvidar de tudo, mas daquilo de que nunca devemos duvidar é do Seu amor.

É precisamente por isso que amar a Deus significa encontrar o nosso próprio bem. O que dá verdadeira glória a Deus não é o nosso mal, mas sim a nossa vida e a nossa plenitude. Quem ama a Deus e se sabe amado por Ele com um amor infinito aprende a olhar para si mesmo, a valorizar-se e a cuidar de si com verdadeiro amor. Quanta força e dinamismo gera em nós esta forma peculiar de nos compreendermos! Quantos medos e angústias se dissipam dentro de nós! Como a vida se torna diferente quando a pessoa aprende a dizer: «Senhor, faça-se a Tua vontade, pois, assim, vai-se construindo também o meu próprio bem».

Por outro lado, é então que se compreende, na sua verdadeira profundidade, o segundo mandamento: «Amarás o teu próximo como a ti mesmo». Quem ama a Deus sabe que não pode viver numa atitude de indiferença, descaso ou esquecimento em relação aos outros. A única postura humana perante qualquer pessoa que encontremos na vida é amá-la.

Isto não significa que se deva viver da mesma forma a intimidade com a esposa, a relação com o cliente ou o encontro casual com alguém na rua. O que nos é pedido é agir, em cada situação, procurando positivamente o bem que desejamos para nós. Em tempos em que tudo parece ser posto em causa, é bom lembrar que há algo inquestionável: o ser humano é verdadeiramente humano quando sabe viver amando a Deus e ao próximo.

25 de outubro,

José António Pagola"

Imagem: Retirada do Google imagens em 23.10.2026;

Texto: Retirado da partilha da página Facebook de José António Pagola-30º Domingo Comum-Ano A, em 23.10.2026. Tradução livre

Ô mort, où est ta victoire | Louange | Emmanuel Music