domingo, 3 de maio de 2026
Je veux chanter mes hymnes - Chant de l'Emmanuel
sábado, 2 de maio de 2026
SENHOR, COMO PODEMOS CONHECER O CAMINHO?
V - Domingo Páscoa -Ano A
Texto Sagrado: Jo 14, 1-12
"O regresso do Senhor Ressuscitado
à comunidade é um regresso pacífico e vivificante. Agora é o momento em que
eles podem compreender, no seu coração, vital e profundamente, tudo o que Jesus
experimentou e tudo o que eles experimentaram com Ele. Foi necessário que Jesus
“desaparecesse” para que pudessem compreender a sua pessoa e a sua obra, para
que pudessem perceber quem era Jesus dos caminhos da Galileia e quem Ele é,
agora experimentado como o Senhor e Cristo.
Isto não nos deveria surpreender.
Só compreendemos verdadeiramente o que uma pessoa significou para nós e para as
nossas vidas quando já não está ao nosso lado. Quando estão connosco, somos
mais propensos a ver fraquezas e falhas. Quando desaparecem e o tempo passa,
somos tocados com gratidão por tudo o que a sua proximidade e presença
significaram nas nossas vidas. Quando um amigo ou familiar nos deixa pela
morte, no vazio da separação começamos a aperceber-nos de tudo o que nos deram
em vida.
O caminho que Jesus
percorreu na sua vida foi um caminho de serviço, mas os seus seguidores não
compreenderam que o caminho da humildade e do amor altruísta, do amor
sacrificial, era a única forma de alcançar o Pai. Alcançámos o Pai através do
serviço às suas criaturas ("Se eu, sendo Senhor e Mestre, lavei os vossos
pés..."). Ao longo de toda a narrativa da Páscoa, os discípulos chegarão a
compreender Jesus nos seus corações. A vida de discipulado é um processo;
estamos sempre a descobrir novas dimensões, novas experiências... é a Fonte de
Água Viva que nunca seca.
A verdade é uma palavra
tão deturpada que ainda hoje a sua existência é negada; o que existe são
opiniões, mas não factos verdadeiros — é a este ponto que chegamos... Esta
situação provoca um profundo desconforto, hesitação, perplexidade e uma
necessidade mórbida de procurar segurança nas pessoas e nas ideologias, de
seguir promessas improváveis que matam a liberdade. Jesus não diz
propriamente que só "a verdade nos liberta". As mentiras aprisionam,
enganam, toldam a nossa visão e escravizam-nos. A comunidade dos seguidores de
Jesus está a experimentar que só Ele é a Verdade que nos guia no caminho da
liberdade.
Entendo que a palavra nos assusta
porque, sob o pretexto de "possuir a verdade", causamos e continuamos
a causar destruição. Não possuímos a verdade; pelo contrário, a Verdade
possui-nos. A verdade de que Jesus habita e vive no Pai e o Pai n’Ele não é um
jogo de palavras, mas antes o critério para sabermos que vivemos na Verdade
quando nos aproximamos d’Ele e experimentamos a alegria de nos sentirmos
enraizados no Compassivo. A única verdade é o Amor Incondicional, do qual
ninguém nem nada nos pode separar.
Ele é a Vida, a nossa
vida. Ele sustenta-a, mantém-na, é a nossa força na fraqueza, a luz no meio da
nossa escuridão, a nossa esperança em tempos de incerteza. Ele provou-o dando a
Sua vida incondicionalmente por nós. Obrigado, Jesus, por seres o caminho da
vida e da verdade.
Toni Catalá SJ"
Imagem: Retirada do Google imagens em 02.05.2026;
Texto: Retirado da partilha da página Facebook de José António Pagola-5º Domingo de Páscoa-Ano A, em 02.05.2026. Tradução livre
sábado, 25 de abril de 2026
ENCONTRAR A PORTA CERTA
Texto Sagrado: Jo 10, 1-10
"O Evangelho de João apresenta Jesus com imagens originais e belas. Quer que os seus leitores descubram que só ele pode responder plenamente às necessidades mais fundamentais da humanidade. Jesus é “o pão da vida”: quem dele se alimentar nunca terá fome. Ele é “a luz do mundo”: quem o segue não andará nas trevas. Ele é “o bom pastor”: quem escuta a sua voz encontrará a vida.
Entre estas imagens, encontra-se
uma, humilde e quase esquecida, que, no entanto, contém um significado
profundo. “Eu sou a porta”. Esse é Jesus. Uma porta aberta. Quem o segue
atravessa um limiar que conduz a um novo mundo: uma nova forma de compreender e
viver a vida.
O evangelista explica-o com três
características: “Quem entrar por Mim será salvo”. A vida tem muitos caminhos.
Nem todos conduzem ao sucesso ou garantem uma vida plena. Quem, de alguma
forma, se liga a Jesus e procura segui-Lo, está a entrar pela porta certa. Não
desperdiçará a sua vida. A salvará.
O evangelista diz algo mais. Quem
entra por meio de Jesus “poderá entrar e sair”. Ele tem liberdade de
movimentos. Entra num espaço onde pode ser livre, pois é guiado apenas pelo
Espírito de Jesus. Não é a terra da anarquia ou da licenciosidade
[devassidão/libertinagem].
Ele “entra e sai”, passando
sempre por aquela “porta” que é Jesus, e segue os seus passos.
O evangelista acrescenta ainda
outro pormenor: quem entra por aquela porta que é Jesus “encontrará pastagem”,
não terá fome nem sede. Encontrará alimento sólido e abundante para viver.
Cristo é a “porta” pela qual nós,
cristãos, também devemos entrar hoje, se queremos reacender a nossa identidade.
Um cristianismo composto por pessoas batizadas que se relacionam com um Jesus
incompreendido, vagamente recordado, afirmado apenas ocasionalmente de forma
abstrata, um Jesus silencioso que nada diz de especial ao mundo de hoje, um
Jesus que não toca os corações… é um cristianismo sem futuro.
Só Cristo nos pode conduzir a um novo nível de vida cristã, mais bem fundamentada, motivada e alimentada pelo Evangelho. Cada um de nós pode contribuir para uma Igreja nos próximos anos onde Jesus seja sentido e vivido de forma mais vívida e apaixonada. Podemos tornar a Igreja mais semelhante a Jesus.
26 de abril de 2026
José António Pagola"
Imagem: Retirada do Google imagens em 25.04.2026;
Texto: Retirado da partilha da página Facebook de José António Pagola-4º Domingo de Páscoa-Ano A, em 25.04.2026. Tradução livre
terça-feira, 21 de abril de 2026
O SENHOR ESTÁ SEMPRE PRESENTE NA NOSSA VIDA
Texto Sagrado: Lc 24, 13-35
"O caminho de Emaús é o retrato de
muitos momentos de nossa vida. Assim como aqueles dois discípulos, também nós
caminhamos carregando tristezas, expectativas não correspondidas e uma sensação
de vazio quando aquilo em que acreditávamos parece ter desmoronado. Eles
seguiam conversando, tentando compreender o que havia acontecido, mas
caminhavam com o rosto abatido. Aquele percurso descreve a jornada interior de
todo cristão quando se encontra diante de perdas, decepções ou silêncios de
Deus que parecem prolongados demais.
Enquanto eles falavam sobre suas
dores, Jesus se aproximou e caminhava ao lado deles. Eles, porém, não o
reconheceram. Isso revela uma verdade fundamental: o Senhor está presente em
nossa vida mesmo quando não percebemos. Ele se aproxima não quando estamos
fortes, mas justamente quando estamos confusos, desanimados ou feridos. Muitas
vezes nossos olhos estão impedidos de reconhecer Sua presença porque estamos
fixos demais nas nossas frustrações ou expectativas.
Os discípulos desabafam: “Nós
esperávamos…”. A raiz da tristeza deles estava em uma esperança construída a
partir das expectativas humanas, não do plano de Deus. Também nós, muitas
vezes, nos decepcionamos não porque Deus falhou, mas porque projetamos sobre
Ele nossos próprios desejos e imaginamos que Ele deveria agir conforme nossos
planos. Quando a realidade não corresponde às nossas expectativas, sentimos o
peso do desânimo que aqueles discípulos carregavam. O texto nos convida a
permitir que Deus purifique nossas imagens d'Ele e que nos ensine a olhar a
vida com os olhos da fé.
Jesus escuta, acolhe, caminha, e
então começa a iluminar. Ele interpreta as Escrituras e revela um sentido novo
para aquilo que parecia apenas dor e fracasso. A Palavra de Deus faz arder o
coração porque reorganiza o que dentro de nós está confuso. Ela nos ajuda a
compreender que até mesmo os momentos difíceis podem ser parte de um caminho
que conduz à vida. Quando permitimos que a Palavra nos alcance, ela acende uma
esperança nova e cura as feridas que antes pareciam definitivas.
Ao chegarem ao povoado, Jesus faz
menção de seguir adiante, mas os discípulos o convidam: “Fica connosco, pois já
é tarde”. Esse pedido é o centro da transformação. Reconhecemos, aí, um gesto
profundamente pessoal: convidar Jesus para dentro de nossa própria casa
interior, permitir que Ele permaneça nas nossas noites, dúvidas e fragilidades.
A fé cresce quando deixamos Cristo permanecer, e não apenas passar pela nossa
vida. É esse pedido simples :“fica comigo, Senhor” que muda tudo.
O reconhecimento acontece no
partir do pão. O gesto de Jesus abre os olhos dos discípulos e eles finalmente
percebem quem caminhava com eles. Também nós reconhecemos o Senhor quando nos
aproximamos da Eucaristia e da vida comunitária; quando partilhamos, acolhemos
e nos deixamos alimentar. O Cristo ressuscitado se revela tanto na celebração
quanto na fraternidade concreta, onde o pão é dividido e a vida é comunicada.
Depois desse encontro, os
discípulos se levantam e retornam imediatamente a Jerusalém. A alegria do
reencontro transforma a noite em caminho e devolve a eles a missão que parecia
perdida. O encontro pessoal com Cristo sempre nos envia de volta ao lugar de
onde viemos, mas renovados, fortalecidos, capazes de testemunhar aquilo que
vivemos.
Assim, o episódio de Emaús se
torna um convite pessoal: reconhecer nossos desalentos, acolher a presença
silenciosa de Cristo, deixar que Sua Palavra ilumine nossa história, convidá-lo
a permanecer connosco e reencontrá-lo no partir do pão. E, finalmente,
levantar-nos para continuar o caminho, anunciando com a própria vida que o
Senhor está vivo e caminha connosco."
Imagem:
Texto: Retirado da partilha da página Facebook de Eliseu Wisniewski em 22.04.2026.
domingo, 12 de abril de 2026
«A PAZ ESTEJA CONVOSCO»
Imagem:
Texto: Retirado da partilha da página Facebook de Eliseu Wisniewski em 12.04.2026.
domingo, 5 de abril de 2026
Wake up the world - (Rejoice Cover)
MISTÉRIO DA ESPERANÇA
Crer no Ressuscitado é rebelar-se com todas as nossas forças contra a noção de que a vasta maioria dos homens, mulheres e crianças, que conheceram apenas miséria, humilhação e sofrimento nesta vida, será para sempre esquecida.
Crer no Ressuscitado é confiar em uma vida onde não haverá mais pobreza nem dor, onde ninguém estará triste, onde ninguém terá que chorar. Finalmente, poderemos ver aqueles que chegam em barcos alcançarem sua verdadeira pátria. Crer no Senhor Ressuscitado significa estender a mão com esperança a tantas pessoas doentes, com enfermidades crônicas, com deficiências físicas e mentais, pessoas mergulhadas na depressão, cansadas da vida e em constante luta. Um dia elas saberão o que é viver em paz e com saúde perfeita. Elas ouvirão as palavras do Pai: "Entrem para sempre na alegria do seu Senhor".
Crer no Senhor Ressuscitado significa recusar-se a aceitar que Deus permanecerá para sempre um "Deus oculto", cujo olhar, ternura e abraço não podemos conhecer. Nós o encontraremos gloriosamente encarnado para sempre em Jesus.
Crer no Senhor Ressuscitado significa confiar que nossos esforços por um mundo mais humano e alegre não serão em vão. Um dia abençoado, os últimos serão os primeiros, e as prostitutas nos precederão no reino.
Crer no Ressuscitado é saber que tudo o que ficou inacabado aqui, tudo o que não pôde ser, tudo o que estragamos com nossa falta de jeito ou nosso pecado, alcançará sua plenitude em Deus. Nada se perderá daquilo que vivemos com amor ou daquilo a que renunciamos por amor.
Crer no Ressuscitado é ter esperança de que os momentos de alegria e as experiências amargas, as "marcas" que deixamos nas pessoas e nas coisas, tudo o que construímos com amor, serão transfigurados. Não conheceremos mais amizades que terminam, festas que acabam ou despedidas que trazem tristeza. Deus será tudo em todos.
Crer no Ressuscitado é crer que um dia ouviremos estas
palavras incríveis que o Livro do Apocalipse coloca nos lábios de Deus:
"Eu sou o princípio e o fim de todas as coisas. A quem tiver sede, darei
de graça da fonte da água da vida." Não haverá mais morte, nem choro, nem
dor, pois todas essas coisas terão passado."
Imagem: Propriedade do Blog Catequese Missionária.
Texto: Retirado da partilha da página Facebook de José António Pagola- Domingo Páscoa Ano A, em 05.04.2026. Tradução livre
sexta-feira, 3 de abril de 2026
terça-feira, 24 de março de 2026
domingo, 22 de março de 2026
E AINDA SE PERGUNTA SE LÁZARO RESSUSCITOU FISICAMENTE, ESTÁ MORTO
Texto Sagrado: Jo11, 1-45
"Água, luz, vida. Estas são três metáforas poderosas que nos tentam levar para além de toda a lógica. Se insistirmos em interpretá-las literalmente, distorcemos o texto e ficamos privados da verdadeira mensagem.
Tudo é simbólico. Uma família de
irmãos, a nova comunidade. Jesus integrado no grupo através do seu amor por
cada um. Alguns membros da comunidade preocupam-se com a saúde dos outros. A
falta de lógica na narrativa obriga-nos a ir além de uma interpretação literal.
Se nos perguntarmos se Lázaro
ressuscitou fisicamente, significa que ainda estamos mortos. A alternativa não
é esta vida cá em baixo ou outra vida depois, mas uma continuação desta. A
alternativa é: apenas a vida biológica, ou a Vida definitiva durante esta vida
física, mas para além dela. Que Lázaro ressuscite apenas para morrer de novo
não faz sentido. Nenhum outro texto do Novo Testamento menciona um
acontecimento tão espetacular.
"Eu sou a ressurreição e a
vida". Jesus não veio prolongar a vida física; veio comunicar a Vida de
Deus. Esta Vida anula os efeitos catastróficos da morte biológica. Perante a
morte natural, a Vida que se segue aparece como uma renovação da vida que
termina. Na realidade, é a única Vida verdadeira.
Jesus corrige o conceito de
"ressurreição no último dia", que Marta partilhou com os fariseus.
Para João, o último dia é o dia da morte de Jesus, no qual, com o dom do
Espírito, se completa a criação da humanidade. É uma vergonha continuarmos a
depender da fé para a vida depois da morte, que Jesus declara insuficiente.
"Onde o colocaram?"
Isto indica que foram eles que colocaram Lázaro no túmulo, um lugar de morte
sem esperança. O túmulo não é o lugar apropriado para aqueles que juraram
fidelidade a Jesus. Ao dizer-lhes: "Tirem a pedra", Jesus pede à
comunidade que abandone as suas crenças. Os mortos não precisam de ser
separados dos vivos. Os mortos podem estar vivos e os vivos, mortos.
Algo já está a cheirar mal. A
trágica realidade da morte é incontornável. Marta ainda pensa que a morte é o
fim. Jesus quer mostrar-lhe que não é o fim; mas também que sem a “morte” a
verdadeira Vida não pode ser alcançada. A morte deixa de ser o horizonte final
da vida quando é abraçada. Ninguém está isento de morrer.
Ao remover a pedra, a fronteira entre os mortos e os vivos desaparece. A pedra impedia a entrada e a saída de qualquer pessoa. Era o sinal do fim da existência. A pesada laje de pedra ocultava a presença da Vida para além da morte. Jesus sabe que Lázaro aceitou a Vida antes de morrer, e é por isso que continua a viver.
"Lázaro, vem cá para
fora!" O túmulo onde o tinham colocado não era o seu lugar. O crente não
está destinado ao túmulo porque continua a viver. Os destinatários do clamor
são eles, e não Lázaro. "Vinde todos vós para a verdadeira vida!"
"O morto saiu com os braços
e as pernas atados". O ser humano, que não nasce para uma nova Vida,
permanece atado de pés e mãos, incapaz de crescer como tal. Mais uma vez, é
impossível compreender a frase literalmente. Como poderia ele sair se os seus
pés estavam atados? Parecia um cadáver, mas estava vivo.
Lázaro possui todos os atributos
da morte, mas sai por si porque está vivo. A comunidade precisa de tomar
consciência da sua nova situação. Foram eles que o aprisionaram e são eles que
o devem libertar. Lázaro não regressa à comunidade, mas é libertado. Agora,
sabendo que morrer não significa deixar de viver, podem oferecer a sua vida
como Jesus fez.
Irmão Marcos"
Imagem: Retirada do Google imagens em 22.03.2026;
Texto: Retirado da partilha da página Facebok de José António Pagola-5º Domingo da Quaresma-Ano A, em 22.03.2026. Tradução livre
quinta-feira, 19 de março de 2026
terça-feira, 17 de março de 2026
sábado, 14 de março de 2026
CAMINHOS PARA A FÉ
Texto Sagrado: Jo 9, 1-41
"A história é inesquecível. Tradicionalmente chamada "a cura do cego de nascença", é muito mais do que isso, pois o evangelista descreve a viagem interior de um homem perdido na escuridão até encontrar Jesus, "Luz do mundo".
Não sabemos o seu nome. Sabemos
apenas que é um mendigo, cego de nascença, que pede esmola à porta do Templo.
Ele não conhece a luz. Nunca a viu. Não consegue andar nem orientar-se. A sua
vida desenrola-se na escuridão. Nunca conhecerá uma vida digna.
Um dia, Jesus cruza-se no seu
caminho. O cego é tão necessitado que permite que Jesus trabalhe nos seus
olhos. Não sabe quem é Jesus, mas confia no seu poder de cura. Seguindo as
instruções de Jesus, purifica a sua visão no Tanque de Siloé e, pela primeira
vez, começa a ver. O encontro com Jesus mudará a sua vida.
Os vizinhos vêem-no transformado.
É o mesmo homem, mas parece uma pessoa diferente. O homem explica a sua
experiência: “Um homem chamado Jesus” curou-o. Ele não sabe mais nada. Não sabe
quem é Jesus nem onde está, mas Jesus abriu-lhe os olhos. Jesus faz o bem mesmo
àqueles que O reconhecem apenas como homem.
Os fariseus, conhecedores da
religião, fazem-lhe todo o tipo de perguntas sobre Jesus. Fala-lhes da sua
experiência: “Só sei de uma coisa: eu era cego e agora vejo”. Perguntam-lhe o
que pensa de Jesus, e ele diz-lhes o que sente: “Que é um profeta”. O que ele
recebeu dele é tão bom que esse homem deve vir de Deus. É assim que muitas
pessoas simples experimentam a sua fé em Jesus. Não percebem de teologia, mas
sentem que este homem vem de Deus.
Aos poucos, o mendigo é deixado
sozinho. Os seus pais não o defendem. Os líderes religiosos expulsam-no da
sinagoga. Mas Jesus não abandona aqueles que o amam e o procuram. “Quando ouviu
que o tinham expulsado, foi procurá-lo.” Jesus tem os seus próprios meios de
encontrar aqueles que O procuram. Ninguém o pode impedir.
Quando Jesus encontra o homem que
ninguém parece compreender, faz-lhe apenas uma pergunta: “Crês no Filho do
Homem?” Crê no novo Homem, o Homem plenamente humano precisamente porque é a
encarnação do insondável mistério de Deus? O mendigo está disposto a acreditar,
mas vê-se mais cego do que nunca: “E quem é ele, Senhor, para que eu acredite
nele?”
Jesus diz-lhe: “Já O viste: é aquele que está a falar contigo.” Os olhos do cego abrem-se. Prostra-se diante de Jesus e diz: “Eu creio, Senhor.” Só ouvindo Jesus e permitindo que nos guie interiormente é que caminhamos para uma fé mais plena e também mais humilde.
José António Pagola"
Imagem: Retirada do Google imagens em
14.03.2026;
Texto: Retirado da partilha da página Facebok de José António
Pagola-4º Domingo da Quaresma-Ano A, em 14.03.2026. Tradução livre
Ô mon Bien-Aimé | Emmanuel Music
Ó meu Bem-Amado, Jesus meu Senhor,
verdadeira alegria do coração: mais que o mel
Tua doce presença, vem-nos encher da tua alegria!
Iesu, Iesu,
Iesu, Adoramus te!
Iesu, Adoramus
Iesu, Adoramus
Iesu, Adoramus te!
Tu confortas aquele que pede perdão;
dás coragem ao fraco que confia em Ti. Consolador
de quem Te procura, do que Te encontra, grande alegria!
Ninguém pode exprimir tua graça e poder, nenhum hino
contém teu imenso amor. Mas quem mergulha
em teu coração, encontra a vida que não tem fim!
Iesu, Adoramus
Iesu, Adoramus
Iesu, Adoramus te!
Sê a fonte da nossa alegria, Jesus. Tu, o
nosso tesouro um dia nos céus. Que a nossa
glória repouse em Ti. Agora e sempre, Ámen!
Iesu, Adoramus
Iesu, Adoramus
Iesu, Adoramus te!
Iesu, Adoramus
Iesu, Adoramus
Iesu, Adoramus te!
quarta-feira, 11 de março de 2026
sábado, 7 de março de 2026
DEUS É SOMENTE ESPÍRITO
III-Domingo
Quaresma -Ano A
Texto
Sagrado: Jo 4,5-42
"Hoje
e nos próximos dois domingos, vamos ler os Evangelhos de João: a mulher
samaritana, o cego de nascença e a ressurreição de Lázaro. O "Eu
Sou" de João se repete nos três: Eu sou a água viva, a
luz, a vida. A narrativa é uma catequese que nos convida a seguir
Jesus-Vida.
Os
samaritanos eram desprezados pelos judeus como hereges. O pior insulto que se
podia dirigir a um judeu era chamá-lo de samaritano. Sem essa chave, a
narrativa não pode ser compreendida.
Jesus
é a água viva, que substituirá a Lei e o Templo. Esta é a chave para toda a
narrativa. A mulher não tem nome; ela representa a região da Samaria, que
saciará sua sede na tradição. Jesus está sozinho. Este é o encontro do Messias
com a Samaria, a infiel. O profeta Oséias da Samaria havia denunciado a
prostituição desta terra.
Jesus
toma a iniciativa pedindo água à mulher samaritana. Ele se aproxima dela
implorando por ajuda. Ela tem o que lhe falta e de que precisa: água. A
surpresa da mulher é compreensível. Jesus acaba de derrubar uma dupla barreira:
a que separava judeus e samaritanos, e a que separava homens e mulheres. Ele
reconhece que uma mulher pode lhe oferecer algo.
Jesus
lhe pediu um favor, mas é para retribuir com um muito maior. Jesus mostra-se
acima das circunstâncias aparentemente adversas. A mulher não conhece outra
água além daquela do poço (a lei), que só pode ser obtida por meio do esforço
humano. Como os judeus, ela não descobriu que existe um dom gratuito e melhor
de Deus.
A
água — o Espírito — que Jesus dá torna-se uma fonte que continuamente dá Vida.
Essa Vida contém energia suficiente para desenvolver cada ser humano a partir
de sua dimensão pessoal mais profunda. O homem recebe a Vida nas profundezas do
seu ser. A água precisa ser tirada do poço; O Espírito está sempre
profundamente dentro de cada um.
João
é um mestre em usar o mal-entendido de uma afirmação para enfatizar a
explicação. Jesus fala da Vida, e a mulher samaritana fala da água para beber.
A melhor demonstração de que mantemos essa ambivalência é que a primeira
leitura é a passagem de Êxodo, onde a prova de que Deus está com o povo é que
Ele lhes dá água.
O
significado dos versículos, que se referem a maridos, deve ser buscado no
contexto profético, que nos leva ao relacionamento infiel de Samaria com Deus.
Samaria teve cinco deuses, e aquele que eles têm agora (Javé), por
compartilhá-Lo, também não é o seu verdadeiro deus.
Em
Jesus, a atitude de Deus é personificada: Ele não rompeu com Samaria, mas a
procura ativamente. A água tradicional (a Lei) não havia saciado a sede do
povo. Sua busca os levou a uma multiplicidade de maridos — senhores — deuses.
A
mulher samaritana descobre que Jesus é um profeta. A imagem que ela tem do
Messias é a de um profeta como Moisés. Ela permanece apegada à tradição de
"nossos ancestrais". Ela busca a solução nos costumes antigos, a
única realidade que conhece.
Para
Jesus, até mesmo o Templo de Jerusalém está corrompido. Ambas as alternativas
estão erradas. Sua oferta é algo novo. É uma mudança radical. O próprio Jesus
será o lugar do encontro com Deus. O relacionamento direto com Deus tornará
possível a unidade e o amor.
"Deus
é Espírito." Devemos ter em mente que, da perspectiva grega,
"Espírito" significa simplesmente um ser imaterial. Da perspectiva
judaica, possui uma gama muito rica de significados. Significa que Deus é
poder, o dinamismo do amor, Vida.
O
culto antigo era uma humilhação diante de um Deus soberano; enfatizava a
distância. O novo culto eleva a humanidade e elimina essa distância. Deus não
precisa nem espera presentes de nós. Os hereges samaritanos estão mais próximos
de Deus do que os judeus ortodoxos.
Irmão
Marcos"
Imagem: Retirada do Google imagens em 07.03.2026;
Texto: Retirado da partilha da página Facebok de José
António Pagola-3º Domingo da Quaresma-Ano A, em 07.03.2026. Tradução livre
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
Vem salvar nos, Senhor
sábado, 7 de fevereiro de 2026
Menos ais, quero muito mais
https://youtu.be/rK8xaNrWSmY?si=nEJxjB-WZO077e9M
Fonte: Youtube-"10 minutos com Jesus" https://www.blogger.com/blog/post/edit/6295148518364359132/1203343430355371490
As Cinco Chagas do Senhor
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
Um em Cristo, unidos na missão
[18 de outubro de 2026]
____________
Queridos irmãos e irmãs!
Para o Dia Mundial das Missões de 2026, que marca o
centenário desta celebração, instituída por Pio XI e tão estimada pela Igreja,
escolhi o tema «Um em Cristo, unidos na missão». Após o Ano Jubilar, desejo
exortar toda a Igreja a prosseguir o caminho missionário com alegria e zelo no
Espírito Santo, o que requer corações unificados em Cristo, comunidades
reconciliadas e, em todos, disponibilidade para colaborar com generosidade e
confiança.
Refletindo sobre o nosso ser um em Cristo e
unidos na missão, deixemo-nos guiar e inspirar pela graça divina, para
«renovar em nós o fogo da vocação missionária» e avançar juntos no empenho pela
evangelização, numa «nova era missionária» na história da Igreja (Homilia na Missa pelo Jubileu do Mundo Missionário e dos
Migrantes, 5 de outubro de 2025).
1. Um em Cristo. Discípulos-missionários unidos n’Ele
e com os irmãos e irmãs
No centro da missão está o mistério da união com
Cristo. Antes da sua Paixão, Jesus orou ao Pai: «Para que todos sejam um só,
como Tu, Pai, estás em mim e Eu em ti; para que assim eles estejam em Nós» (Jo 17,
21). Nestas palavras, revela-se o desejo mais profundo do Senhor Jesus e, ao
mesmo tempo, a identidade da Igreja, comunidade dos seus discípulos: ser uma
comunhão que nasce da Trindade e que vive da e na Trindade, ao serviço da
fraternidade entre todos os seres humanos e da harmonia com todas as criaturas.
Ser cristão não é, em primeiro lugar, um conjunto de
práticas ou ideias: é uma vida em união com Cristo, na qual nos tornamos
participantes da relação filial que Ele vive com o Pai no Espírito Santo.
Significa permanecer em Cristo como os ramos na videira (cf. Jo 15,
4), imersos na vida trinitária. Desta união, brota a comunhão recíproca entre
os crentes e nasce toda a fecundidade missionária. Sim, como ensinou São João Paulo II, a comunhão representa a
fonte e, simultaneamente, o fruto da missão (cf. Exort. ap. Christifideles laici, 32).
Sendo assim, a primeira responsabilidade missionária
da Igreja é renovar e manter viva a unidade espiritual e fraterna entre os seus
membros. Em muitas situações, assistimos a conflitos, polarizações,
incompreensões, desconfiança mútua. Quando, também nas nossas comunidades, isto
acontece, o seu testemunho enfraquece. A missão evangelizadora, que Cristo
confiou aos discípulos, requer primeiramente corações reconciliados e desejosos
de comunhão. Nesta ótica, será importante intensificar o compromisso ecuménico
com todas as Igrejas cristãs, aproveitando também as oportunidades suscitadas
pela comum celebração do 1700.º aniversário do Concílio de
Nicéia.
Por último, mas não menos importante, ser «um em
Cristo» chama-nos a manter sempre o olhar voltado para o Senhor, para que Ele
esteja verdadeiramente no centro da vida pessoal e comunitária, de cada
palavra, ação, relação interpessoal, de modo a fazer-nos dizer com admiração:
«Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim» (Gl 2, 20).
Isto será possível na escuta constante da sua Palavra e na graça dos
Sacramentos, para sermos pedras vivas da Igreja, chamada hoje a recolher as
instâncias fundamentais do Concílio Vaticano II e do subsequente
Magistério pontifício, em particular, do Papa Francisco. Realmente, como afirma São
Paulo, «não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor» (2 Cor 4,
5). Reitero, portanto, as palavras de São Paulo VI: «Não haverá nunca evangelização
verdadeira se o nome, a doutrina, a vida, as promessas, o reino, o mistério de
Jesus de Nazaré, Filho de Deus, não forem anunciados» (Exort. ap. Evangelii nuntiandi, 22). Tal processo de
genuína evangelização começa a partir do coração de cada cristão para depois se
expandir a toda a humanidade.
Por conseguinte, quanto mais estivermos unidos em
Cristo, mais poderemos realizar juntos a missão que Ele nos confia.
2. Unidos na missão. Para que o mundo creia em Cristo
Senhor
A unidade dos discípulos não é um fim em si mesma: ela
está orientada para a missão. Jesus afirma-o com clareza: «para que assim […] o
mundo creia que Tu me enviaste» (Jo 17, 21). É no testemunho de uma
comunidade reconciliada, fraterna e solidária que o anúncio do Evangelho
encontra toda a sua força comunicativa.
Nesta perspectiva, vale a pena recordar o lema do
Beato Paulo Manna: «Toda a Igreja para o mundo inteiro», que expressa
sinteticamente o ideal que animou a fundação, em 1916, da Pontifícia
União Missionária. A ela, no seu 110.º aniversário, pelo empenho em animar
e formar o espírito missionário de sacerdotes, pessoas consagradas e fiéis
leigos, favorecendo a união de todas as forças evangelizadoras, vai o meu
reconhecimento e a minha bênção. Com efeito, nenhum batizado é estranho ou
indiferente à missão: todos, cada um segundo a sua vocação e condição de vida,
participam na grande obra que Cristo confia à sua Igreja. Como o Papa Francisco
recordou mais de uma vez, o anúncio do Evangelho é sempre uma ação conjunta,
comunitária, sinodal.
Por isso, estar unidos na missão significa guardar e
alimentar a espiritualidade de comunhão e colaboração missionária. Crescendo
dia a dia nessa atitude, aprendemos com a graça divina a olhar cada vez mais
para os nossos irmãos e irmãs com olhos de fé, a reconhecer com alegria o bem
que o Espírito suscita em cada um, a acolher a diversidade como riqueza, a
carregar os fardos uns dos outros e a buscar constantemente a unidade que vem
do Alto. Pois temos juntos uma única missão que nos vem de «um só Senhor, uma
só fé, um só baptismo; um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age
por todos e permanece em todos» (Ef 4, 5-6). Esta espiritualidade
constitui a forma quotidiana do discipulado missionário. Ela ajuda-nos a
recuperar uma visão universal da missão evangelizadora da Igreja, superando a
fragmentação dos esforços e divisões de facções – “de Paulo”, “de Apolo” –
entre os seguidores do único Senhor (cf. 1 Cor 1, 10-12).
Obviamente, a unidade missionária não deve ser
entendida como uniformidade, mas como convergência dos diferentes carismas para
o mesmo objetivo: tornar visível o amor de Cristo e convidar todos a um
encontro com Ele. A evangelização realiza-se quando as comunidades locais
colaboram entre si e quando as diferenças culturais, espirituais e litúrgicas
se expressam plena e harmoniosamente na mesma fé. Encorajo, deste modo, as
instituições e realidades eclesiais a fortalecer o sentido de comunhão
missionária eclesial e a desenvolver com criatividade formas concretas de
colaboração entre si para a missão e na missão.
A propósito, agradeço às Pontifícias Obras
Missionárias pelo serviço à cooperação missionária, que experimentei
com apreço já durante o meu ministério no Peru. Estas obras – Propagação
da Fé, Infância Missionária, São Pedro Apóstolo e União
Missionária – continuam a alimentar e a formar a consciência
missionária dos fiéis, seja dos pequenos aos crescidos, e a promover uma rede
de oração e caridade que une as comunidades de todo o mundo. É significativo
que a fundadora da Obra para a Propagação da Fé, a Beata Pauline
Marie Jaricot, tenha idealizado, há duzentos anos, o Rosário Vivo, que ainda
hoje reúne à distância numerosos fiéis em grupos para rezar pelas necessidades
espirituais e missionárias. É importante recordar que, precisamente a partir de
uma proposta da Obra para a Propagação da Fé, Pio XI instituiu, em 1926, a celebração
do Dia Mundial das Missões, cujas ofertas recolhidas anualmente são por ela
distribuídas, em nome do Papa, para as várias necessidades da missão da Igreja.
Desta forma, as quatro Obras, em conjunto e cada uma na sua especificidade,
continuam a desempenhar um papel precioso para toda a Igreja. Elas são um sinal
vivo da unidade e da comunhão missionária eclesial. Convido todos a colaborar
com elas com espírito de gratidão.
3. Missão do amor. Anunciar, viver e partilhar o amor
fiel de Deus
Se a unidade é a condição da missão, o amor é a sua
essência. A Boa Nova que somos enviados a anunciar ao mundo não é um ideal
abstrato: é o Evangelho do amor fiel de Deus, encarnado no rosto e na vida de
Jesus Cristo.
A missão dos discípulos e de toda a Igreja é a
continuação, no Espírito Santo, da missão de Cristo: uma missão que nasce do
amor, que se vive no amor e que conduz ao amor. Tanto é verdade que o próprio
Senhor, na sua grande oração ao Pai antes da Paixão, depois de invocar a
unidade dos discípulos, conclui assim: «O amor que me tiveste esteja neles e Eu
esteja neles também» (Jo 17, 26). Os Apóstolos, portanto,
evangelizaram movidos pelo amor de Cristo e por Cristo (cf. 2 Cor 5,
14). Da mesma forma, ao longo dos séculos, numerosos cristãos, mártires,
confessores, missionários, deram a vida para dar a conhecer este amor divino ao
mundo. Assim, a missão evangelizadora da Igreja continua guiada pelo Espírito
Santo, Espírito de amor, até ao fim dos tempos.
Por isso, desejo agradecer especialmente aos atuais
missionários e missionárias ad gentes: pessoas que, como São
Francisco Xavier, deixaram a sua terra, a sua família e as seguranças para
anunciar o Evangelho, levando Cristo e o seu amor a lugares muitas vezes
difíceis, pobres, marcados por conflitos ou culturalmente distantes. Apesar das
adversidades e dos limites humanos, eles continuam a doar-se com alegria porque
sabem que o próprio Cristo, com o seu Evangelho, é a maior riqueza a partilhar.
Com a sua perseverança, mostram que o amor de Deus é mais forte do que qualquer
barreira. O mundo ainda precisa destes corajosos testemunhos de Cristo, e
também as comunidades eclesiais necessitam de novas vocações missionárias, que
devemos sempre ter no coração e rezar continuamente por elas ao Pai. Que Ele
nos conceda o dom de jovens e adultos dispostos a deixar tudo para seguir
Cristo no caminho da evangelização até aos confins da terra!
Admirando os missionários e as missionárias, faço um
apelo especial à Igreja: unirmo-nos todos a eles na missão evangelizadora
através do testemunho da vida em Cristo, da oração e do contributo para as
missões. Muitas vezes, bem o sabemos, «o Amor não é amado», como disse São
Francisco de Assis, a quem olhamos de modo particular pelos oitocentos anos do
seu trânsito para o Céu. Deixemo-nos contagiar pelo seu desejo de viver no amor
do Senhor e de o transmitir ao próximo e ao distante, porque, como ele afirmava,
«muito se deve amar o amor d’Aquele que muito nos amou» (São Boaventura de
Bagnoregio, Legenda Maior, cap. IX, 1; Fontes franciscanas,
1161). Sentimo-nos também estimulados pelo zelo de Santa Teresinha do Menino
Jesus, que se propôs continuar a sua missão mesmo depois da morte, declarando:
«No Céu, desejarei a mesma coisa que na terra: amar Jesus e fazê-Lo amar» (Carta
ao reverendo M. Bellière, 24 de fevereiro de 1897).
Animados por estes testemunhos, comprometamo-nos todos
a contribuir, cada um segundo a própria vocação e dons recebidos, para a grande
missão evangelizadora, que é sempre obra do amor. As vossas orações e o vosso
apoio concreto, especialmente por ocasião do Dia Mundial das Missões, serão uma
grande ajuda para levar o Evangelho do amor de Deus a todos, especialmente aos
mais pobres e necessitados. Cada dom, mesmo o menor entre eles, torna-se um ato
significativo de comunhão missionária. Por isso, renovo o meu sincero
agradecimento «por tudo o que fareis para me ajudar a ajudar os missionários em
todo o mundo» (Videomensagem para o Dia Mundial das Missões 2025).
E para promover a comunhão espiritual, deixo-vos, com a minha bênção, esta
simples oração:
Pai santo, concedei-nos ser um em Cristo, enraizados
no seu amor que une e renova. Fazei que todos os membros da Igreja sejam unidos
na missão, dóceis ao Espírito Santo, corajosos no testemunho do Evangelho,
anunciando e encarnando todos os dias o vosso amor fiel por cada criatura.
Abençoai os missionários e as missionárias,
sustentai-os no seu esforço, guardai-os na esperança!
Maria, Rainha das missões, acompanhai a nossa obra
evangelizadora em todos os cantos da terra: tornai-vos instrumentos de paz e
fazei que o mundo inteiro reconheça em Cristo a luz que salva. Amém.
Vaticano, no III domingo do Tempo Comum, Festa da
Conversão de São Paulo Apóstolo, 25 de janeiro de 2026
LEÃO PP. XIV
Texto: Retirados do Site do Vaticano - http://www.vatican.va/ em 27/01/2026;
Imagem: Retirada da "Google imagens" em 27/01/2026;










