sábado, 4 de outubro de 2014
Domingo da Sagrada Família – Papa Francisco fala da bênção que se transmite na família
“Rádio Vatican
O caminhar da família (Papa Francisco, Encíclica "Lumen
fidei", 52-53)
"No caminho de Abraão para a cidade futura, a Carta aos Hebreus alude à bênção que se transmite dos pais aos filhos (cf 11, 20-21). O primeiro âmbito da cidade dos homens iluminado pela fé é a família; penso, antes de mais nada, na união estável do homem e da mulher no matrimónio. Tal união nasce do seu amor, sinal e presença do amor de Deus, nasce do reconhecimento e aceitação do bem que é a diferença sexual, em virtude da qual os cônjuges se podem unir numa só carne (cf Gn 2, 24) e são capazes de gerar uma nova vida, manifestação da bondade do Criador, da sua sabedoria e do seu desígnio de amor. Fundados sobre este amor, homem e mulher podem prometer-se amor mútuo com um gesto que compromete a vida inteira e que lembra muitos traços da fé: prometer um amor que dure para sempre é possível quando se descobre um desígnio maior que os próprios projectos, que nos sustenta e permite doar o futuro inteiro à pessoa amada. Depois, a fé pode ajudar a individuar em toda a sua profundidade e riqueza a geração dos filhos, porque faz reconhecer nela o amor criador que nos dá e nos entrega o mistério de uma nova pessoa; foi assim que Sara, pela sua fé, se tornou mãe, apoiando-se na fidelidade de Deus à sua promessa (cf Heb 11, 11).
Em família, a fé acompanha todas as idades da vida, a começar pela infância: as crianças aprendem a confiar no amor de seus pais. Por isso, é importante que os pais cultivem práticas de fé comuns na família, que acompanhem o amadurecimento da fé dos filhos. Sobretudo os jovens, que atravessam uma idade da vida tão complexa, rica e importante para a fé, devem sentir a proximidade e a atenção da família e da comunidade eclesial no seu caminho de crescimento da fé.”
"No caminho de Abraão para a cidade futura, a Carta aos Hebreus alude à bênção que se transmite dos pais aos filhos (cf 11, 20-21). O primeiro âmbito da cidade dos homens iluminado pela fé é a família; penso, antes de mais nada, na união estável do homem e da mulher no matrimónio. Tal união nasce do seu amor, sinal e presença do amor de Deus, nasce do reconhecimento e aceitação do bem que é a diferença sexual, em virtude da qual os cônjuges se podem unir numa só carne (cf Gn 2, 24) e são capazes de gerar uma nova vida, manifestação da bondade do Criador, da sua sabedoria e do seu desígnio de amor. Fundados sobre este amor, homem e mulher podem prometer-se amor mútuo com um gesto que compromete a vida inteira e que lembra muitos traços da fé: prometer um amor que dure para sempre é possível quando se descobre um desígnio maior que os próprios projectos, que nos sustenta e permite doar o futuro inteiro à pessoa amada. Depois, a fé pode ajudar a individuar em toda a sua profundidade e riqueza a geração dos filhos, porque faz reconhecer nela o amor criador que nos dá e nos entrega o mistério de uma nova pessoa; foi assim que Sara, pela sua fé, se tornou mãe, apoiando-se na fidelidade de Deus à sua promessa (cf Heb 11, 11).
Em família, a fé acompanha todas as idades da vida, a começar pela infância: as crianças aprendem a confiar no amor de seus pais. Por isso, é importante que os pais cultivem práticas de fé comuns na família, que acompanhem o amadurecimento da fé dos filhos. Sobretudo os jovens, que atravessam uma idade da vida tão complexa, rica e importante para a fé, devem sentir a proximidade e a atenção da família e da comunidade eclesial no seu caminho de crescimento da fé.”
“Retirado do Site do Vaticano: http://www.news.va/pt/news/domingo-da-sagrada-familia-papa-francisco-fala-da de 29-12-2013”
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Aprender a ser Família…
Aprender
a ser Família
“Junto à cruz de Jesus
estavam, de pé, sua mãe e a irmã da sua mãe, Maria, a mulher de Clopas, e Maria
Madalena. Então, Jesus, ao ver ali ao pé a sua mãe e o discípulo que Ele amava,
disse à mãe: «Mulher, eis o teu filho!» Depois, disse ao discípulo: «Eis a tua
mãe!» E, desde aquela hora, o discípulo acolheu-a como sua.” (Jo 19, 25-27)
Chegando a sua hora , Jesus instituiu Sua Mãe como nossa mãe, e os seus discípulos como filhos de Sua Mãe. Maria é a mulher que
representa a Igreja, a mãe dos discípulos de Jesus, representados no
discípulo que Ele amava e que a acolheu
como sua mãe , em sua casa. Esta Maternidade conforta-nos, traz-nos paz ,
alegria e esperança .
Seria bom que as nossas comunidades
aprendessem a receber uns aos outros em suas casas, em família, porque somos
uma só família em Jesus e Maria. Sabemos que Maria guarda cada um de nós no seu Coração.
Também nós devemos aprender a guardar cada irmão no íntimo do nosso coração, os
mais afastados e os mais próximos. Recebe-los para partilhar a vida, sem
teatros, sem barreiras, sem preconceitos, abrindo o que somos, e recebendo o outro
como é. Acredito, que também é na fraterna partilha e oração, que se constrói
comunidade, Igreja em Cristo Jesus.
Quantas vezes os párocos se sentem
sós por falta de apoio da comunidade, e quantas vezes as famílias se sentem sós
e ignoradas, necessitando da ajuda do padre e dos irmãos. É preciso aprender
com o Apóstolo que Jesus amava e com Maria, a acolher verdadeiramente em
casa, numa só família…
Diac. José Luís Leão
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