sexta-feira, 30 de agosto de 2013

O Martírio...


 

 
 
 

HOMILIA DO SANTO PADRE FRANCISCO

Praça de São Pedro
VII Domingo de Páscoa, 12 de Maio de 2013

 
Prezados irmãos e irmãs

Neste sétimo Domingo do Tempo de Páscoa reunimo-nos com alegria para celebrar uma festa da santidade. Demos graças a Deus que fez resplandecer a sua glória, a glória do Amor, sobre os Mártires de Otranto, sobre Madre Laura Montoya e sobre Madre María Guadalupe García Zavala. Saúdo todos vós que viestes para esta festa — da Itália, da Colômbia, do México e de muitos outros países — e agradeço-vos! Queremos olhar para os novos Santos à luz da Palavra de Deus há pouco proclamada. Uma Palavra que nos convidou à fidelidade a Cristo, inclusive até ao martírio; que chamou a nossa atenção para a urgência e a beleza de anunciar Cristo e o seu Evangelho a todos; e que nos falou do testemunho da caridade, sem a qual até o martírio e a missão perdem o seu saber cristão.

Quando nos falam do diácono Estêvão, o protomártir, os Actos dos Apóstolos insistem em dizer que ele era um homem «cheio de Espírito Santo» (6, 5; 7, 55). Que significa isto? Significa que estava cheio do Amor de Deus, que toda a sua pessoa, a sua vida, estava animada pelo Espírito de Cristo ressuscitado, a ponto de seguir Jesus com uma fidelidade total, até ao dom de si próprio.

Hoje a Igreja propõe à nossa veneração uma plêiade de mártires, que em 1480 foram chamados juntos ao testemunho supremo do Evangelho. Cerca de oitocentas pessoas, que sobreviveram ao cerco e à invasão de Otranto, foram decapitadas nos arredores daquela cidade. Rejeitaram negar a própria fé e morreram confessando Cristo ressuscitado. Onde encontraram a força para permanecer fiéis? Precisamente na fé, que nos leva a ver além dos limites do nosso olhar humano, além dos confins da vida terrena, que nos faz contemplar «os céus abertos» — como diz santo Estêvão — e o Cristo vivo à direita do Pai. Queridos amigos, conservemos a fé que recebemos e que constitui o nosso tesouro verdadeiro; renovemos a nossa fidelidade ao Senhor, até no meio dos obstáculos e das incompreensões; Deus nunca nos fará faltar força e serenidade. Enquanto veneramos os Mártires de Otranto, peçamos a Deus que ajude os numerosos cristãos que, precisamente nesta época e em muitas regiões do mundo, ainda hoje sofrem violências, e lhes dê a coragem da fidelidade e de responder ao mal com o bem.

A segunda ideia podemos tirá-la das palavras de Jesus, que ouvimos no Evangelho: «Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que pela sua palavra hão-de crer em mim. Para que todos sejam um só, assim como Tu, ó Pai, estás em mim e Eu em ti, para que também eles estejam em Nós e o mundo creia que tu me enviaste» (Jo 17, 20). Santa Laura Montoya foi um instrumento de evangelização, primeiro como mestra e depois como mãe espiritual dos indígenas, nos quais infundiu a esperança, acolhendo-os com este amor aprendido de Deus, e levando-os até Ele com uma pedagogia eficaz que respeitava a sua cultura e não se opunha a ela. Na sua obra de evangelização, Madre Laura fez-se verdadeiramente toda por todos, segundo a expressão de são Paulo (cf. 1 Cor 9, 22). Também hoje as suas filhas espirituais levam o Evangelho aos lugares mais recônditos e necessitados, como uma espécie de vanguarda da Igreja.

Esta primeira santa nascida na linda terra colombiana ensina-nos a ser generosos com Deus, a não viver a fé solitariamente — como se fosse possível viver a fé de modo isolado — mas a comunicá-la, a irradiar a alegria do Evangelho com a palavra e o testemunho de vida, onde quer que nos encontremos. Seja qual for o lugar onde vivemos, devemos irradiar esta vida do Evangelho. Ensina-nos a ver o rosto de Jesus reflectido no outro, a vencer a indiferença e o individualismo, que corrói as comunidades cristãs e o nosso próprio coração, e ensina-nos também a acolher todos sem preconceitos, sem discriminação nem reticências, com um amor autêntico, oferecendo-lhes o melhor de nós mesmos e, sobretudo, compartilhando com eles o que possuímos de mais precioso, que não são as nossas obras nem as nossas organizações, não! O que temos de mais valioso é Cristo e o seu Evangelho.

Por fim, uma terceira reflexão. No Evangelho de hoje, Jesus reza ao Pai com as seguintes palavras: «Dei-lhes a conhecer o Teu nome e dá-lo-ei a conhecer para que o amor com que me amaste esteja neles e Eu esteja neles também» (Jo 17, 26). A fidelidade dos mártires até à morte e a proclamação do Evangelho a todos enraízam-se, encontram a sua raiz, no amor de Deus que foi derramado nos noss0s corações pelo Espírito Santo (cf. Rm 5, 5) e no testemunho que devemos dar deste amor na nossa própria vida. Santa Guadalupe García Zavala sabia-o bem. Renunciando a uma vida cómoda — quantos danos causa a vida cómoda, o bem-estar! O aburguesamento do coração paralisa-nos — e renunciando a uma vida cómoda para seguir o chamamento de Jesus, ensinava a amar a pobreza, para poder amar em maior medida os pobres e os enfermos. Madre «Lupita» ajoelhava-se no chão do hospital diante dos doentes, dos abandonados, para os servir com ternura e compaixão. E isto chama-se «tocar a carne de Cristo». Os pobres, os abandonados, os enfermos e os marginalizados são a carne de Cristo. E Madre «Lupita» tocava a carne de Cristo, ensinando-nos este modo de agir: não nos devemos envergonhar, não devemos ter medo, não devemos sentir repugnância de «tocar a carne de Cristo». Madre «Lupita» tinha entendido o que significa este «tocar a carne de Cristo». Também hoje as suas filhas espirituais procuram reflectir o amor de Deus nas obras de caridade, sem evitar sacrifícios e enfrentando-os com mansidão e constância apostólica (hypomonē), suportando com coragem qualquer obstáculo.

Esta nova santa mexicana convida-nos a amar como Jesus nos amou, e isto exige que não nos fechemos em nós mesmos, nos nossos problemas, nas nossas ideias, nos nossos interesses, neste pequeno mundo que nos causa tantos danos, mas que saiamos para ir ao encontro de quantos precisam de atenção, de compreensão e de ajuda, para lhes levar a proximidade calorosa do amor de Deus através de gestos concretos de delicadeza, de carinho sincero e de amor.

Fidelidade a Cristo e ao seu Evangelho, para o anunciar com a palavra e com a vida, dando testemunho do amor de Deus através do nosso amor, com a nossa caridade para com todos: são exemplos e ensinamentos luminosos, que nos oferecem os santos hoje proclamados, mas que suscitam também perguntas na nossa vida cristã: como sou fiel a Cristo? Levemos em nós mesmos esta interrogação, para pensar nela durante o dia: como sou fiel a Cristo? Sou capaz de «fazer ver» a minha fé com respeito, mas também com coragem? Estou atento ao próximo, dou-me conta de quem tem necessidades, vejo em todas as pessoas, irmãos e irmãs que devo amar? Peçamos, por intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria e dos novos santos, que o Senhor faça transbordar a nossa vida com o júbilo do seu amor. Assim seja!

 

segunda-feira, 15 de julho de 2013

domingo, 14 de julho de 2013

OS JOVENS, MISSIONÁRIOS DO EVANGELHO


Artigo retirado da Revista o " Mensageiro do Coração de Jesus" de Julho de 2013, Pe. António Coelho , s.f

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Quem é o meu próximo?


 
« O amor é prática concreta -* 25 Um especialista em leis se levantou, e, para tentar Jesus perguntou: «Mestre, o que devo fazer para receber em herança a vida eterna?» 26 Jesus lhe disse: «O que é que está escrito na Lei? Como você lê?» 27 Ele então respondeu: «Ame o Senhor, seu Deus, com todo o seu coração, com toda a sua alma, com toda a sua força e com toda a sua mente; e ao seu próximo como a si mesmo.» 28 Jesus lhe disse: «Você respondeu certo. Faça isso, e viverá!» 29 Mas o especialista em leis, querendo se justificar, disse a Jesus: «E quem é o meu próximo?» 30 Jesus respondeu: «Um homem ia descendo de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos de assaltantes, que lhe arrancaram tudo, e o espancaram. Depois foram embora, e o deixaram quase morto. 31 Por acaso um sacerdote estava descendo por aquele caminho; quando viu o homem, passou adiante, pelo outro lado. 32 O mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu, e passou adiante, pelo outro lado. 33 Mas um samaritano, que estava viajando, chegou perto dele, viu, e teve compaixão. 34 Aproximou-se dele e fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas. Depois colocou o homem em seu próprio animal, e o levou a uma pensão, onde cuidou dele. 35 No dia seguinte, pegou duas moedas de prata, e as entregou ao dono da pensão, recomendando: ‘Tome conta dele. Quando eu voltar, vou pagar o que ele tiver gasto a mais’.» E Jesus perguntou: 36 «Na sua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?» 37 O especialista em leis respondeu: «Aquele que praticou misericórdia para com ele.» Então Jesus lhe disse: «Vá, e faça a mesma coisa.» LC 10,25-37

Quem é o meu próximo?

Segundo esta maravilhosa Parábola de Jesus, o meu próximo é todo aquele de quem eu me faço próximo, de todo aquele de quem eu me aproximo, e que,  olhando-o bem, sentido as suas dificuldades, me encho de compaixão por ele ou por ela.

Mas a Parábola vai mais além, depois da compaixão surge a ação. O Samaritano não ficou parado, ele agiu, inclinou-se para lhe curar as feridas com óleo e vinho, levantou-o, montou-o no seu animal,  levou-o para uma pensão e  cuidou dele como seu filho fosse, ficando com ele até ao dia seguinte. Tendo que partir, este bom Samaritano, quis assegurar que o dono da pensão cuidaria bem dele enquanto fosse necessário, pagou duas duas moedas de prata, e comprometeu-se a pagar o que fosse a mais.

Então, esta parábola mostra que ser verdadeiramente próximo  de alguém, implica alterar a nossa vida para o bem dos outros. Primeiramente é preciso um olhar amoroso, disponível  e uma escuta atenta. Depois, não ter nojo de tocar o sujo, o ensanguentado, o ferido, o mal cheiroso, o discriminado, o desanimado, o iludido, o desviado.  De seguida, estarmos dispostos a darmos o nosso tempo, a parar com os nossos afazeres e distrações, e a oferecer esse mesmo tempo ao outro; podem ser necessárias umas horas, um dia e por vezes a vida inteira. Também é preciso trabalho, assumir algum desconforto na nossa vida. Quando não formos capazes de ajudar sozinhos devemos pedir ajuda a alguém. A questão monetária pode ser necessária, mas nesta parábola surge no fim, portanto é uma questão secundária (..)

Concluo que quando nos abeiramos de algum pobre na rua, parece que dar a esmola, é  à luz desta Parábola, o menos importante. Quando nos encontramos com um Padre, um Religioso ou uma Religiosa, devemos olhar bem para eles, escutá-los, e tentarmos saber se eles estão verdadeiramente bem, pois criticá-los pelas costas, ou ignorá-los não é sinal de proximidade. Por outro lado um Padre que só prega do Altar para baixo, está muito longe de conseguir ser  próximo da sua comunidade. Também os catequistas que não se tornam próximos dos seus catequizandos, ao jeito desta Parábola, de  pouco lhes vale anunciar o Evangelho. Os Pais e  os Filhos devem  deixar-se guiar por esta Parábola para que não aconteça que o metro que os separa, seja o único que os une.

Embora esteja “omisso” nesta Parábola do Bom Samaritano, este Samaritano só consegui ser próximo, porque o outro, o ferido, o consentiu (…). Penso que é muito importante deixarmos que venham ao nosso encontro, confiar na sua ajuda, e pedindo-a mesmo se necessário, como se a Deus Pai a tivéssemos a pedir.

                                                                                                   Diác. José Luís Leão/2013

terça-feira, 11 de junho de 2013

ESCOLA COM JESUS

PONTIFICIUM OPUS A SANCTA INFANTIA

  Sementes Missionárias

A ESCOLA COM JESUS

O programa de formação das crianças da Infância Missionária é conhecido como "Escola com Jesus" e integra o catecismo num processo formativo. Cada tema é desenvolvido em quatro etapas ou áreas: catequese missionária, espiritualidade missionária, serviço missionário e comunhão missionária. Uma vez que se conclui o ciclo, propõe-se um novo tema e começa-se novamente um processo análogo.
Cada uma das etapas corresponde a um encontro de grupo. Geralmente, estes encontros realizam-se uma vez por semana, mas continuam durante a mesma, a nível de vivência pessoal. Cada um dos encontros tem a sua própria dinâmica e metodologia, relativa aos passos que se estão dando.
 

I-ENCONTROS DE CATEQUESE MISSIONÁRIA
         Este é o primeiro encontro, ou seja, aquele que corresponde à primeira semana. O objetivo da catequese missionária consiste em fazer com que as crianças conheçam Jesus e compreendam a sua missão universal n'Ele. O conteúdo utilizado nos encontros de catequese missionária inclui os aspectos elementares da missão de Jesus, a missão da Igreja e dos cristãos no mundo.
         Escuta-se a palavra de Deus, seguindo um estudo sistemático da doutrina contida nela. Neste encontro, as crianças escrevem, desenham, tiram conclusões, memorizam as mensagens principais. Trata-se de um encontro orientado para a reflexão, o estudo e a compreensão daquilo que Deus nos comunica para a nossa missão.
          Nas diversas etapas, as crianças recebem uma catequese progressiva e sistemática. Os temas da catequese missionária não se repetem nas catequeses sucessivas, nem nos encontros de espiritualidade, nem nos encontros de serviço missionário. Nestes documentos, os conteúdos recebidos durante a catequese são assimilados, aprofundados e compartilhados (projetados).

Sugestões metodológicas:
Cada encontro possui um caráter específico e, a cada quatro encontros, começa uma nova unidade do grupo, em conformidade com o plano de formação e também tendo em conta os tempos litúrgicos, os eventos paroquiais, etc.
Nestes encontros incluem-se os seguintes elementos:
  • Testemunho pessoal: convidam-se as crianças a descrever o modo como assumiram os seus compromissos missionários durante a semana que acaba de passar. 
  • Proclamação e estudo da Palavra de Deus: utilizam-se para ajudar a compreender a Palavra de Deus, representações, símbolos, gestos. 
  • Compromisso missionário: no encerramento de cada encontro as crianças comprometem-se em realizar durante essa semana certas atividades, através das quais compartilham com a comunidade mais ampla a Palavra de Deus que elas mesmas receberam.
II-ENCONTROS DE ESPIRITUALIDADE MISSIONÁRIA
           Refere-se ao segundo encontro, ou seja, à segunda semana. Trata-se da celebração e da experiência daquilo que se aprendeu no primeiro encontro (catequese missionária). O objetivo consiste em interiorizar a mensagem aprendida para vivê-la, celebrá-la e assimilá-la.
          O conteúdo de cada encontro de espiritualidade depende do tema que se abordou na catequese missionária. Sem chegar a repetir o tema do encontro precedente, completa-se o mesmo, dando-lhe uma aplicação a nível da vida pessoal e comunitária: aprofundando aquilo que se aprendeu, a fim de que entre no coração e na vida. Neste encontro, as crianças refletem em conjunto sobre o modo de viver os ensinamentos de Jesus na vida quotidiana. Assim, individual e comunitariamente, elas aprofundam a sua própria experiência com Jesus.
 Estes encontros incluem: virtudes cristãs e valores; figuras missionárias, cujas vidas constituem exemplos de uma resposta fiel a Jesus (santos, mártires, fundadores de Ordens missionárias ou Movimentos, etc.); os Sacramentos, caminhos e instrumentos para viver a espiritualidade missionária; etc.
         Sugestões metodológicas:
  • Para este encontro, orna-se a casa apropriadamente, conforme o tema. Por exemplo: velas, Bíblias, almofadas, imagens, música… de tal modo que, ao entrarem, as crianças sintam imediatamente que este encontro semanal é diferente. Corresponde mais ao coração que à mente!
  • Em conformidade com o tema e as circunstâncias, escolhe-se uma dinâmica como atividade central do encontro: "laboratório" de oração, retiro, celebração da Palavra, desenhos bíblicos, celebração da Eucaristia, dinâmicas de sensibilização espiritual, etc. O mais importante é ajudar, tanto na experiência da presença do amor de Deus, como na oração e na celebração da sua Palavra, de maneira a poder adotá-la progressivamente na vida pessoal e comunitária.
 
III-ENCONTROS DE SERVIÇO MISSIONÁRIO
           Refere-se ao terceiro encontro, isto é, à terceira semana. Aqui, ajudam-se as crianças a passar do "ser" ao "fazer" discípulos para Jesus, ensinando às outras o que elas aprenderam d'Ele. As crianças reconhecem na ação missionária a missão evangelizadora que receberam desde o batismo e que elas cumprem através dos seus serviços ao próximo, em particular às outras crianças do mundo. Elas fazem amigos para Jesus e, em seu nome, compartilham com as outras crianças o seu pão, especialmente o pão da fé, para ajudá-las nas suas necessidades.
          Elas também aprendem a ajudar as outras crianças e os seus próprios familiares e amigos a fazer amigos para Jesus. Assim, são Animadores Missionários na sua própria comunidade.
           Embora as crianças façam uma revisão semanal dos seus compromissos missionários através de todos os encontros e das atividades da Infância Missionária, nestes encontros de serviço missionário a universalidade da tarefa missionária é evidenciada e exercida de maneira mais específica. Além disso, realizam tarefas particulares, como ser missionários nas suas próprias famílias, na escola e no contato com os mais necessitados da região.
           O conteúdo central destes encontros é determinado pelos conteúdos dos dois encontros precedentes. Neste encontro, as crianças refletem sobre a "atuação" em benefício dos seus irmãos e irmãs, que poderão ter a experiência do amor de Jesus através dos seus serviços missionários. Desta forma, os encontros de serviço missionário têm a finalidade de motivar e ajudar as crianças a começar a exercer a sua tarefa missionária local e universal.


 Este encontro prepara a ação específica através da qual tanto as crianças como os coordenadores/animadores comunicam a mensagem vivida e aprendida durante os encontros precedentes (catequese e espiritualidade missionárias).
           Sugestões metodológicas
  • Não obstante nestes encontros se possa dedicar um espaço à formação metodológica, a maior parte do tempo e das energias deve ser utilizada para preparar e realizar serviços missionários específicos. 
  • As diversas atividades incluem: o anúncio do Evangelho aos outros; a formação missionária das outras crianças; os serviços aos outros grupos; os serviços missionários na própria família; os serviços missionários na própria escola; as atividades para incentivar a oração e as ofertas em favor das missões do mundo inteiro; a preparação das Celebrações Litúrgicas para as quais se convidam os familiares, amigos, a comunidade, etc.; a comunicação e apoio aos missionários que se encontram em outros países o em outros continentes; as atividades em benefício das crianças necessitadas; o intercâmbio de experiências com o pároco e com outros colaboradores na paróquia; a preparação do material para a animação missionária; as visitas aos enfermos, aos idosos, aos órfãos, etc.
 
IV-ENCONTROS DE COMUNHÃO MISSIONÁRIA
           Refere-se ao quarto encontro, ou seja, à quarta semana. Estes encontros são orientados para rever e fortalecer a experiência de comunhão missionária entre as crianças e entre elas e os outros, a fim de criar comunidades eclesiais vivas, dinâmicas e missionárias.
           Trata-se de revigorar os laços de amizade entre os membros do grupo, para criar vínculos de amizade, fraternidade e entreajuda. É também o encontro em que se faz a avaliação, à luz do Evangelho, do desenvolvimento do espírito missionário do grupo.
            O tema do encontro é a vida missionária e o serviço do mesmo grupo. Portanto, não é necessariamente a continuação do tema dos três encontros precedentes (catequese missionária, espiritualidade missionária e serviço missionário).
Sugestões metodológicas
  • Este encontro permite que as crianças desfrutem do que querem viver e compartilhar, tudo o que as ajuda a crescer na comunhão, a progredir e a realizar melhor o seu serviço. Neste sentido, é um tempo de recreação comunitária.
  • Recomenda-se que esta quarta etapa inclua, algumas vezes, encontros com as famílias das crianças, com outros grupos de crianças, com o pároco e com a sua equipe, com os seus mestres e companheiros, etc. 
  • Entre as atividades recomendadas incluem-se: festas, passeios, reuniões, jogos e recreações, competições, celebrações de aniversários, etc.
   Depois de ter dado estes quatro passos (catequese missionária, espiritualidade missionária, serviço missionário e comunhão missionária) na "Escola com Jesus", o grupo começa de novo o mesmo ciclo com um renovado texto do Evangelho, um novo tema, etc.
Bibliografia recomendada: Escuela para Animadores Misioneros (Materiales de Apoyo para la ESAM I), Secretariado Geral da Infância Missionária