domingo, 26 de abril de 2015
quinta-feira, 23 de abril de 2015
terça-feira, 21 de abril de 2015
Papa Francisco: "Unamo-nos aos perseguidos"
«Na
eucaristia desta manhã, e tomando o exemplo de Estevão, o protomártir, o Papa
Francisco lembrou que a Igreja é, naturalmente, uma “Igreja de Mártires”. Na
sua homilia o Papa apelou, a todos os crentes, para que se “unam aos irmãos que
sofrem e são perseguidos”.
Tomando a
primeira leitura, retirada o livro dos Atos dos Apóstolos, que mostra o julgamento
de Estevão e o seu apedrejamento, o Papa recordou os cristãos perseguidos hoje:
“Os mártires não precisam de “outros pães”, o único pão é Jesus. E destacou que
Estevão “não precisava negociar e assumir compromissos”.
Para o Papa
o testemunho de Estevão era tão poderoso que os seus algozes, no sinédrio, “não
conseguiam resistir à sabedoria” e ao espírito “com o qual ele falava. Assim
como Jesus, também Estevão teve que enfrentar testemunhas falsas e a rebelião
do povo que o julgava. Estevão recorda-lhes os profetas que foram mortos por
terem sido fiéis à palavra de Deus e quando confessa a sua visão de Jesus,
escandaliza os seus sentidos ao ponto de taparem os ouvidos para não o ouvirem
e arrastam-no para ser apedrejado”.
Perante o
desassombro de Estevão e da Palavra de Deus o Papa lembrou que esta palavra
“desagrada sempre a alguns corações. A Palavra de Deus incomoda quando se tem o
coração duro, o coração pagão, porque a Palavra de Deus interpela-o a ir mais
além, buscando e matando a fome com aquele pão do qual falava Jesus. Na
história da Revelação, muitos mártires foram mortos pela fidelidade à Palavra
de Deus, à Verdade de Deus”, afirmou.
Olhando, em
seguida, para o exemplo de martírio de Estevão o Papa lembrou que “o seu
martírio é parecido ao de Jesus” pois mostra “aquela magnanimidade cristã do
perdão, da oração pelos inimigos. Quem perseguia os profetas, assim como a
Estevão pensava que estava a dar glória a Deus, acreditavam que com isso eram
fiéis à Sua Doutrina”. Hoje, sustentou, “gostaria de recordar que a história da
Igreja, a verdadeira história da Igreja, é a história dos santos e dos
mártires: perseguidos e mortos por aqueles que pensavam glorificar Deus, por
aqueles que acreditavam possuir ‘a verdade’. Coração corrupto, mas ‘a verdade’”.
Deste modo,
continuou, “nesses dias existe muitos ‘Estevãos’ no mundo! Pensemos nos nossos
irmãos degolados na praia da Líbia; pensemos naquele jovem queimado vivo pelos
seus companheiros porque era cristão; pensemos naqueles emigrantes que em alto
mar foram jogados por outros, porque cristãos; pensemos naqueles etíopes
assassinados porque cristãos... e muitos outros. E tantos que nós nem sabemos,
que sofrem nas prisões porque cristãos... Hoje a Igreja é Igreja de mártires:
eles sofrem, dão a vida e nós recebemos a bênção de Deus pelo seu testemunho”.
No final o
Papa rezou pedindo que nos “unamos a Jesus na Eucaristia, e Nele a tantos
irmãos e irmãs que sofrem o martírio da perseguição, da calúnia e da morte para
ser fiéis ao único pão que sacia, Jesus”.
Educris com
agências»
A oração dos fiéis
“- Logo que
foram postos em liberdade, foram ter com os seus e contaram-lhes tudo quanto os
sumos sacerdotes e os anciãos lhes tinham dito. Depois de tudo terem ouvido,
ergueram a voz a Deus, numa só alma, e disseram:
«Senhor, Tu
é que fizeste o Céu, a Terra, o mar e tudo o que neles se encontra. Tu disseste pelo Espírito Santo e
pela boca do nosso pai David, teu servo:
‘Porque bramiram as nações
e os povos formaram vãos projectos?
Levantaram-se os reis da Terra
e os chefes coligaram-se
contra o Senhor e contra o seu
Ungido.’
Sim, realmente, Herodes e Pôncio Pilatos
coligaram-se nesta cidade com as nações e os povos de Israel, contra o teu Santo
Servo Jesus, a quem ungiste, para levarem a cabo tudo quanto determinaste
antecipadamente, pelo teu poder e sabedoria. Agora, Senhor, tem em conta as
suas ameaças e concede aos teus servos poderem anunciar a tua palavra com todo
o desassombro, estendendo a tua mão para se operarem curas, milagres e
prodígios, em nome do teu Santo Servo Jesus.»
Tinham acabado de orar, quando o lugar em que
se encontravam reunidos estremeceu, e todos ficaram cheios do Espírito Santo,
começando a anunciar a palavra de Deus com desassombro.” Act4, 23-31
domingo, 12 de abril de 2015
Papa Francisco: A Misericórdia vence o limite Humano
Na manhã deste II Domingo de
Páscoa, também chamado Domingo da Misericórdia, o Papa Francisco abordou, na
sua reflexão antes da oração Regina Coeli, o mistério pascal manifestado em
plenitude no amor de Jesus, que indo de encontro à incredulidade de Tomé, lhe
mostra as suas chagas, sinais da sua paixão, para que possa aceder “à plenitude
da fé pascal”:
“Tomé é alguém que não se
contenta, que busca, pretende verificar pessoalmente, ter uma experiência
pessoal. Após as iniciais resistências e inquietudes, por fim também ele passa
a acreditar, mesmo avançando com cansaço. Jesus o espera pacientemente e se oferece
às dificuldades e inseguranças do último a chegar”.
O Senhor proclama
“Bem-aventurados aqueles que acreditam sem ver e a primeira é Maria”, recordou
o Papa, lembrando, que mais uma vez é Jesus que vai ao encontro da exigência do
discípulo incrédulo: “Coloca aqui o teu dedo e olha as minhas mãos”:
“Ao contacto salvífico com as
chagas do Ressuscitado, Tomé manifesta as próprias feridas, as próprias
lacerações, a própria humilhação; no sinal dos pregos encontra a prova decisiva
de que era amado, esperado, entendido. Encontra-se diante de um Messias pleno
de doçura, de misericórdia, de ternura. Era ele o Senhor que buscava nas
profundidades secretas do próprio ser, pois sempre soube que era assim”.
“Quantos de nós continuamos a
procurar Jesus no mais íntimo do nosso coração, um Jesus amor, doce,
misericordioso e terno? Questionou para afirmar: No fundo assim sabemos que é o
Senhor”.
O Papa afirmou que Tomé “ao ter
este contato pessoal com a amabilidade e a misericordiosa paciência de Deus”,
compreende o significado profundo da sua ressurreição e, intimamente
transformado, declara a sua fé plena e total nele, exclamando: “Meu Senhor e
meu Deus!”. “Que bela expressão”, referiu.
“Tomé pode tocar o Mistério
pascal que manifesta plenamente o amor salvífico de Deus, rico de misericórdia.
Neste segundo domingo de Páscoa somos convidados a contemplar nas chagas do
Ressuscitado a Divina Misericórdia, que supera todo limite humano e resplandece
sobre a obscuridade do mal e do pecado”.
Deste modo, afirmou, estamos
perante “um tempo intenso e prolongado para acolher as imensas riquezas do amor
misericordioso de Deus será o próximo Jubileu Extraordinário da Misericórdia,
cuja Bula de convocação promulguei na tarde de ontem na Basílica de São Pedro.
“Misericordiae Vultus”, o Rosto da Misericórdia é Jesus Cristo. Tenhamos o
olhar voltado para Ele. E que a Virgem Mãe nos ajude a sermos misericordiosos
com os outros como Jesus é connosco”. Fez-se uma enorme ovação numa Praça de
São Pedro completamente repleta.
No final o Papa rezou: “que
Virgem Maria nos ajude a ser misericordioso com os outros como Jesus é
connosco”.
Após saudar os diversos grupos
de peregrinos presentes na Praça Francisco dirigiu as suas cordiais
felicitações aos fiéis das Igrejas do Oriente que hoje celebram a Santa Páscoa
e aos arménios vindos para participar da celebração na Basílica vaticana.
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