sábado, 25 de janeiro de 2014

Bênção Apostólica "Urbi et Orbi"





          Bênção Apostólica "Urbi et Orbi":
<<Irmãos e irmãs, boa-noite! 
Vós sabeis que o dever do Conclave era dar um Bispo a Roma. Parece que os meus irmãos Cardeais tenham ido buscá-lo quase ao fim do mundo… Eis-me aqui! Agradeço-vos o acolhimento: a comunidade diocesana de Roma tem o seu Bispo. Obrigado! E, antes de mais nada, quero fazer uma oração pelo nosso Bispo emérito Bento XVI. Rezemos todos juntos por ele, para que o Senhor o abençoe e Nossa Senhora o guarde.
[Recitação do Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai]
E agora iniciamos este caminho, Bispo e povo... este caminho da Igreja de Roma, que é aquela que preside a todas as Igrejas na caridade. Um caminho de fraternidade, de amor, de confiança entre nós. Rezemos sempre uns pelos outros. Rezemos por todo o mundo, para que haja uma grande fraternidade. Espero que este caminho de Igreja, que hoje começamos e no qual me ajudará o meu Cardeal Vigário, aqui presente, seja frutuoso para a evangelização desta cidade tão bela!
E agora quero dar a Bênção, mas antes… antes, peço-vos um favor: antes de o Bispo abençoar o povo, peço-vos que rezeis ao Senhor para que me abençoe a mim; é a oração do povo, pedindo a Bênção para o seu Bispo. Façamos em silêncio esta oração vossa por mim.
[…]
Agora dar-vos-ei a Bênção, a vós e a todo o mundo, a todos os homens e mulheres de boa vontade.
[Bênção]
Irmãos e irmãs, tenho de vos deixar. Muito obrigado pelo acolhimento! Rezai por mim e até breve! Ver-nos-emos em breve: amanhã quero ir rezar aos pés de Nossa Senhora, para que guarde Roma inteira. Boa noite e bom descanso!>>


Um Santo Padre que acolhe e que se deixa acolher...
Um Santo Padre que apela à "Fraternidade"...

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

'Primeirear'

Descrição: http://www.espiritanos.pt/typo3temp/pics/ab7d2d6894.jpgPor: P. Tony Neves



A 'Alegria do Evangelho' veio acrescentar festa à Missão. É mesmo um documento missionário, a juntar-se ao ’Ad Gentes’ do Vaticano II, à ‘Evangelii Nuntiandi’ de Paulo VI e à ‘Redemptoris Missio’ de João Paulo II. Dá gosto ler de fio e pavio pois, em cada virar de página, Francisco vem surpreender-nos com mais uma imagem, uma ideia, uma denúncia, uma proposta. O Papa retoma algumas das mensagens fortes que proclamou em Assis, quando disse que não queria ver nos rostos dos cristãos sorrisos de hospedeiras de bordo. Ou seja, quer sorrisos verdadeiros, que reflictam o que se passa na alma de um crente que sabe que todas as quaresmas desembocam na manhã da Páscoa.

‘Primeirear’, ou seja, ‘tomar a iniciativa’ deve ser uma das imagens de marca dos missionários hoje (nº24). Nós somos convidados por Francisco (e, antes dele, por Cristo) a sermos ‘Igreja em saída’, na rua, a partilhar a sorte a má sorte de todos, sobretudo dos pobres, mesmo sujando as mãos (nº20).

No meio de tantas preocupações missionárias, Francisco propôs-se refletir sobre apenas sete temas: 1.a reforma da Igreja, em saída missionária; 2.as tentações dos agentes pastorais; 3.a Igreja vista como a totalidade do povo de Deus que evangeliza; 4.a homilia e a sua preparação; 5. A inclusão social dos pobres; 6.a paz e o diálogo social; 7. As motivações espirituais para o compromisso missionário (nº.17).

Ao percorrer, uma por uma, as páginas desta 'Exortação Apostólica' somos confrontados com a humildade de um Papa que se sente frágil, sem palavras que fechem a reflexão. Apresenta-se como um que caminha com todos, sempre à procura dos sinais inspiradores do Espírito Santo e com uma atenção redobrada aos pequenos e aos pobres. Sim, ele quer uma Igreja pobre e para os pobres, uma família onde todos tenham lugar, vez e voz, uma Comunidade sempre em conversão (reforma), um 'governo' da Igreja mais descentralizado e com mais lugar para a mulher, o jovem e os leigos em geral.

Francisco aposta ainda em temas grandes como a inclusão social dos pobres, o combate aos sistemas políticos e económicos que matam mais do que salvam as pessoas, o compromisso pela paz e pelo diálogo social. Insiste na dimensão espiritual da nossa vida e da nossa Missão...

13 Dez 13 03:20

Categoria: Editorial, Destaque - Retirado Site dos Missiopnários Espiritanos"




terça-feira, 24 de dezembro de 2013

NATAL


  
<<No princípio era o Verbo
e o Verbo estava com Deus
e o Verbo era Deus.
No princípio, Ele estava com Deus.
Tudo se fez por meio d’Ele
e sem Ele nada foi feito.
N’Ele estava a vida
e a vida era a luz dos homens.
 
A luz brilha nas trevas
e as trevas não a receberam.
O Verbo era a luz verdadeira
que, vindo ao mundo,
ilumina todo o homem.
Estava no mundo
e o mundo, que foi feito por Ele, não o conheceu.
Veio para o que era seu
e os seus não O receberam.
Mas, àqueles que o receberam e acreditaram no seu nome,
Deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus.
Estes não nasceram do sangue,
nem da vontade da carne,
nem da vontade do homem,
mas de Deus.
 
E o Verbo fez-se carne
e habitou entre nós.
Nós vimos a sua glória,
glória que lhe vem do Pai,
como Filho Unigénito,
cheio de graça e de verdade.>>
(Jo1, 1-5.9-14)
 
 
<< No Natal festejamos um triplo nascimento. […] O primeiro e mais sublime nascimento é o do Filho único, gerado pelo Pai celeste na essência divina, na distinção de Pessoas. O segundo nascimento foi o que aconteceu de uma mãe que, na sua fecundidade, manteve a pureza absoluta da sua castidade virginal. O terceiro é aquele pelo qual, todos os dias e a toda a hora, Deus nasce em verdade, espiritualmente, pela graça do amor, numa alma boa. […]

Para este terceiro nascimento, não deve haver em nós senão uma procura simples e pura de Deus, sem mais nenhum desejo de ter como próprio seja o que for […], com a vontade única de Lhe pertencer, de Lhe dar lugar da forma mais elevada e mais íntima, para que Ele possa realizar a Sua obra e nascer em nós sem Lhe colocarmos qualquer obstáculo. […] É por isso que Santo Agostinho nos diz: «Esvazia-te para que possas ser preenchido; sai para que possas entrar» e ainda: «Alma nobre, nobre criatura, porque procuras fora de ti o que está em ti todo inteiro, da maneira mais verdadeira e mais manifesta? E, uma vez que és participante da natureza divina, que te importam as coisas criadas e que fazes tu com elas?» Se o homem preparasse assim um lugar dentro de si mesmo, Deus ver-Se-ia, sem qualquer dúvida, obrigado a preenchê-lo completamente; se não, o céu romper-se-ia se fosse preciso para preencher esse vazio. Deus não pode deixar as coisas vazias; seria contrário à Sua natureza, à Sua justiça.

É por isso que te deves calar; então o Verbo desse nascimento, a Palavra de Deus, poderá ser pronunciada em ti e tu poderás ouvi-la. Mas tens de compreender que, se tu queres falar, Ele tem de Se calar. A melhor maneira de servir o Verbo é calar e ouvir. Se, portanto, saíres completamente de ti mesmo, Deus entrará por inteiro em ti; na medida em que saíres, Ele entrará, nem mais nem menos.>>


“Do Evangelho Quotidiano de 19-12-2013-<<Jean Tauler (c. 1300-1361), dominicano de Estrasburgo Sermão para o Natal>>”

Um Santo Natal. Que o Menino Jesus nasça e permaneça nos nossos corações para O podermos apresentar aos outros com alegria e verdade!

São os votos  sinceros do Blog “Catequese Missionária”