sábado, 23 de março de 2013

PAPA FRANCISCO


HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Praça de São Pedro
Terça-feira, 19 de março de 2013
Solenidade de São José
Queridos irmãos e irmãs!
Agradeço ao Senhor por poder celebrar esta Santa Missa de início do ministério petrino na solenidade de São José, esposo da Virgem Maria e patrono da Igreja universal: é uma coincidência densa de significado e é também o onomástico do meu venerado Predecessor: acompanhamo-lo com a oração, cheia de estima e gratidão.
Saúdo, com afecto, os Irmãos Cardeais e Bispos, os sacerdotes, os diáconos, os religiosos e as religiosas e todos os fiéis leigos. Agradeço, pela sua presença, aos Representantes das outras Igrejas e Comunidades eclesiais, bem como aos representantes da comunidade judaica e de outras comunidades religiosas. Dirijo a minha cordial saudação aos Chefes de Estado e de Governo, às Delegações oficiais de tantos países do mundo e ao Corpo Diplomático.
Ouvimos ler, no Evangelho, que «José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor e recebeu sua esposa» (Mt 1, 24). Nestas palavras, encerra-se já a missão que Deus confia a José: ser custos, guardião. Guardião de quem? De Maria e de Jesus, mas é uma guarda que depois se alarga à Igreja, como sublinhou o Beato João Paulo II: «São José, assim como cuidou com amor de Maria e se dedicou com empenho jubiloso à educação de Jesus Cristo, assim também guarda e protege o seu Corpo místico, a Igreja, da qual a Virgem Santíssima é figura e modelo» (Exort. ap. Redemptoris Custos, 1).
Como realiza José esta guarda? Com discrição, com humildade, no silêncio, mas com uma presença constante e uma fidelidade total, mesmo quando não consegue entender. Desde o casamento com Maria até ao episódio de Jesus, aos doze anos, no templo de Jerusalém, acompanha com solicitude e amor cada momento. Permanece ao lado de Maria, sua esposa, tanto nos momentos serenos como nos momentos difíceis da vida, na ida a Belém para o recenseamento e nas horas ansiosas e felizes do parto; no momento dramático da fuga para o Egipto e na busca preocupada do filho no templo; e depois na vida quotidiana da casa de Nazaré, na carpintaria onde ensinou o ofício a Jesus.
Como vive José a sua vocação de guardião de Maria, de Jesus, da Igreja? Numa constante atenção a Deus, aberto aos seus sinais, disponível mais ao projecto d’Ele que ao seu. E isto mesmo é o que Deus pede a David, como ouvimos na primeira Leitura: Deus não deseja uma casa construída pelo homem, mas quer a fidelidade à sua Palavra, ao seu desígnio; e é o próprio Deus que constrói a casa, mas de pedras vivas marcadas pelo seu Espírito. E José é «guardião», porque sabe ouvir a Deus, deixa-se guiar pela sua vontade e, por isso mesmo, se mostra ainda mais sensível com as pessoas que lhe estão confiadas, sabe ler com realismo os acontecimentos, está atento àquilo que o rodeia, e toma as decisões mais sensatas. Nele, queridos amigos, vemos como se responde à vocação de Deus: com disponibilidade e prontidão; mas vemos também qual é o centro da vocação cristã: Cristo. Guardemos Cristo na nossa vida, para guardar os outros, para guardar a criação!
Entretanto a vocação de guardião não diz respeito apenas a nós, cristãos, mas tem uma dimensão antecedente, que é simplesmente humana e diz respeito a todos: é a de guardar a criação inteira, a beleza da criação, como se diz no livro de Génesis e nos mostrou São Francisco de Assis: é ter respeito por toda a criatura de Deus e pelo ambiente onde vivemos. É guardar as pessoas, cuidar carinhosamente de todas elas e cada uma, especialmente das crianças, dos idosos, daqueles que são mais frágeis e que muitas vezes estão na periferia do nosso coração. É cuidar uns dos outros na família: os esposos guardam-se reciprocamente, depois, como pais, cuidam dos filhos, e, com o passar do tempo, os próprios filhos tornam-se guardiões dos pais. É viver com sinceridade as amizades, que são um mútuo guardar-se na intimidade, no respeito e no bem. Fundamentalmente tudo está confiado à guarda do homem, e é uma responsabilidade que nos diz respeito a todos. Sede guardiões dos dons de Deus!
E quando o homem falha nesta responsabilidade, quando não cuidamos da criação e dos irmãos, então encontra lugar a destruição e o coração fica ressequido. Infelizmente, em cada época da história, existem «Herodes» que tramam desígnios de morte, destroem e deturpam o rosto do homem e da mulher.
Queria pedir, por favor, a quantos ocupam cargos de responsabilidade em âmbito económico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos «guardiões» da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo! Mas, para «guardar», devemos também cuidar de nós mesmos. Lembremo-nos de que o ódio, a inveja, o orgulho sujam a vida; então guardar quer dizer vigiar sobre os nossos sentimentos, o nosso coração, porque é dele que saem as boas intenções e as más: aquelas que edificam e as que destroem. Não devemos ter medo de bondade, ou mesmo de ternura.
A propósito, deixai-me acrescentar mais uma observação: cuidar, guardar requer bondade, requer ser praticado com ternura. Nos Evangelhos, São José aparece como um homem forte, corajoso, trabalhador, mas, no seu íntimo, sobressai uma grande ternura, que não é a virtude dos fracos, antes pelo contrário denota fortaleza de ânimo e capacidade de solicitude, de compaixão, de verdadeira abertura ao outro, de amor. Não devemos ter medo da bondade, da ternura!
Hoje, juntamente com a festa de São José, celebramos o início do ministério do novo Bispo de Roma, Sucessor de Pedro, que inclui também um poder. É certo que Jesus Cristo deu um poder a Pedro, mas de que poder se trata? À tríplice pergunta de Jesus a Pedro sobre o amor, segue-se o tríplice convite: apascenta os meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas. Não esqueçamos jamais que o verdadeiro poder é o serviço, e que o próprio Papa, para exercer o poder, deve entrar sempre mais naquele serviço que tem o seu vértice luminoso na Cruz; deve olhar para o serviço humilde, concreto, rico de fé, de São José e, como ele, abrir os braços para guardar todo o Povo de Deus e acolher, com afecto e ternura, a humanidade inteira, especialmente os mais pobres, os mais fracos, os mais pequeninos, aqueles que Mateus descreve no Juízo final sobre a caridade: quem tem fome, sede, é estrangeiro, está nu, doente, na prisão (cf. Mt 25, 31-46). Apenas aqueles que servem com amor capaz de proteger.
Na segunda Leitura, São Paulo fala de Abraão, que acreditou «com uma esperança, para além do que se podia esperar» (Rm 4, 18). Com uma esperança, para além do que se podia esperar! Também hoje, perante tantos pedaços de céu cinzento, há necessidade de ver a luz da esperança e de darmos nós mesmos esperança. Guardar a criação, cada homem e cada mulher, com um olhar de ternura e amor, é abrir o horizonte da esperança, é abrir um rasgo de luz no meio de tantas nuvens, é levar o calor da esperança! E, para o crente, para nós cristãos, como Abraão, como São José, a esperança que levamos tem o horizonte de Deus que nos foi aberto em Cristo, está fundada sobre a rocha que é Deus.
Guardar Jesus com Maria, guardar a criação inteira, guardar toda a pessoa, especialmente a mais pobre, guardarmo-nos a nós mesmos: eis um serviço que o Bispo de Roma está chamado a cumprir, mas para o qual todos nós estamos chamados, fazendo resplandecer a estrela da esperança: Guardemos com amor aquilo que Deus nos deu!
Peço a intercessão da Virgem Maria, de São José, de São Pedro e São Paulo, de São Francisco, para que o Espírito Santo acompanhe o meu ministério, e, a todos vós, digo: rezai por mim! Amen.
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segunda-feira, 18 de março de 2013

FIDESO NO BRASIL


 



 Porquê a Fidesco Brasil ?

A) Para responder ao apelo da Igreja Católica

A Igreja no Brasil de muitas maneiras tem convidados os católicos a serem Missionários .“A Conferência de Aparecida nos convocou a ser uma Igreja toda missionária e em estado permanente de missão: “Ai de mim se não evangelizar!” (1Cor 9,16). A Igreja nasce da missão e existe para a missão. Existe para os outros e precisa ir a todos” (“Diretrizes da Ação evangelizadora 2011-2015”, n°76l, da Igreja no Brasil).

B) Para responder ao desejo dos jovens brasileiros desejos de viver uma experiência ao serviço do Evangelho e dos mais necessitados de seu país.
Depois dos estudos, desejar fazer uma pausa em sua vida profissional. Desejar servir e oferecer sua generosidade, sua experiência ou sua competência pessoal àqueles que precisam. Desejar enriquecer sua vida por uma extraordinária experiência humana e espiritual. Desejar viver a missão com jovens no espírito da JMJ no Rio 2013.

Testemunhos

A) Cristiane (Salvador, BA)
 
“Vivi numa experiência forte, a realidade das crianças portadores do HIV e órfãs, com quem trabalhei, foi ir ao encontro do outro, uma prova da providência de Deus que confia cada dia em nós para que seu amor seja conhecido, fui apenas instrumento pequeno e pobre para os demais, é uma alegria profunda e ao mesmo tempo nos permite de carregar no coração as necessidades do outro. Agora que retornei percebi a missão ajudou-me a perceber a importância de sair de mim mesma, não ficarmos meus problemas, mas ir ao encontro do outro...”

B) Pe Maikel Herold (Porto Alegre, RS)




“Estive em missão com a FIDESCO em 2004 e 2005, período que ainda era seminarista. Foi uma experiência inesquecível. Colocar-se a serviço dos necessitados e mais, compartilhar sua vida com eles, renova nossa esperança e dá novo sentido a existência. Não é preciso grandes qualidades, a não ser o desejo de querer fazer-se um com o povo. Pois “se queres ser feliz, faça os outros felizes”. Estas palavras de Madre Tereza de Calcutá, pude perceber profundamente durante o tempo em que fui missionário FIDESCO. Os desafios me ajudaram a superar meus medos e incertezas com mais confiança e as alegrias que tive, junto das pessoas, para as quais fui chamado a servir, me ajudaram a descobrir o amor de Deus, que está presente nas coisas simples. O que realizei, neste tempo de missão, foi devolver um pouco a  Deus um pouco de tudo que recebi. Trabalhando junto a crianças em situação de risco e a jovens universitários, descobri o quanto ainda preciso agradecer a Deus. Por isso, apesar das fraquezas, disse meu sim ao Senhor como uma resposta de amor, a Ele e aos irmãos. Este sim é a realização do ser humano, pois vence o egoísmo, faz a gente sair de si mesmo, conhecer novos horizontes, descobrir que o mundo inteiro pertence a Deus e também a nós, pois somos filhos e filhas d’Ele. Meu retorno ajudou-me a ser mais humano, mais fraterno e mais aberto às diversas culturas, e na vocação para o qual Deus me chamou, o sacerdócio, pude perceber agraça de servir.”

Retirado do Site “http://www.emanuelnobrasil.com.br/fidesco2.htm#22”

terça-feira, 5 de março de 2013

“DESPERTAR” – PROJETO DA FAMÍLIA COMBONIANA






 Combonianos, Combonianas e Leigos Missionários Combonianos, deram início, no passado 14 de Janeiro, ao projeto “Despertar – Espaço de Cidadania em Desenvolvimento” – uma iniciativa de promoção social da Família Comboniana na Paróquia de São Tiago de Camarate, na periferia de Lisboa. O objetivo do projeto é o acompanhamento de crianças e adolescentes no seu crescimento integral e ajudá-los a despertar para uma cidadania ativa.

“Este projeto foi sonhado desde o início

como Família Comboniana”

 
O projeto “Despertar”, promovido pelos três ramos da Família Comboniana – Missionários Combonianos, Missionárias Combonianas e Leigos Missionários Combonianos – está inserido na Paróquia dos Combonianos de Camarate, que tem cerca de vinte mil habitantes e é vizinha do Aeroporto Internacional de Lisboa.

A partir dos anos oitenta verificou-se naquela zona uma chegada maciça de imigrantes, sobretudo vindo das antigas colónias portuguesas em Africa, mas também de outras nacionalidades e proveniências étnicas, principalmente asiáticos, brasileiros e ciganos. Um dado que confirma esta diversidade na população de Camarate é o facto de 32 por cento dos alunos da escola secundária não serem de nacionalidade portuguesa.
 
 

Esta realidade local, agravada pela crise económica vivida em Portugal, motivou a criação do projeto “Despertar” que visa trabalhar com crianças e adolescentes, procurando colmatar lacunas educacionais na faixa etária entre os 6 e os 16 anos. O projeto tem como principal missão a de acompanhar estes jovens nos seus tempos livres, colaborando e contribuindo para o seu crescimento integral no âmbito escolar, familiar, interpessoal e lúdico.

Atualmente participam no projeto uma vintena de meninos e meninas, acompanhados por voluntários coordenados pela Equipa da Família Comboniana.

 
“Acreditamos que o futuro da missão, onde quer que estejamos,

seja o de trabalharmos, pensarmos e estarmos presentes em conjunto.”

“Este projeto foi sonhado desde o início como Família Comboniana, pois acreditamos que o futuro da missão, onde quer que estejamos, seja o de trabalharmos, pensarmos e estarmos presentes em conjunto”, disse a Ir. Ida Colombo, Superiora Provincial das Irmãs Combonianas da Europa.

Na altura, para sublinhar a importância do fazer e do testemunhar em conjunto, a Ir. Ida mencionou a frase do notável educador e escritor brasileiro – Ruben Alves: “O sonho que se sonha sozinho, é apenas um sonho, mas um sonho que se sonha em conjunto torna-se realidade”.

Fonte: Comboni.org

segunda-feira, 4 de março de 2013

TEMPO DA QUARESMA


 
"A quaresma tem seu inicio na quarta-feira de cinzas e seu término ocorre na Sexta-feira santa, até a celebração da Missa da Ceia do Senhor Jesus Cristo com os doze apóstolos... os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Os fiéis são convidados a fazerem uma comparação entre suas vidas e a mensagem cristã expressa nos Evangelhos. Esta comparação significa um recomeço, um renascimento para as questões espirituais e de crescimento pessoal. O cristão deve intensificar a prática dos princípios essenciais de sua fé com o objetivo de ser uma pessoa melhor e proporcionar o bem para os demais.A quaresma vai a até a páscoa quando o Senhor ressucita.
Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa. Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo. Todas as religiões têm períodos voltados à reflexão, eles fazem parte da disciplina religiosa. Cada doutrina religiosa tem seu calendário específico para seguir. A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa penitência. O roxo no tempo da quaresma não significa luto e sim simboliza que a igreja está se preparando espiritualmente para a grande festa da páscoa, a ressurreição de Jesus Cristo.

Cerca de duzentos anos após o nascimento de Cristo, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 d. C., a Igreja aumentou o tempo de preparação para quarenta dias. Assim surgiu a Quaresma.

Quarenta Dias

O tempo da quaresma é de quarenta dias, porém em dias corridos somam quarenta e sete pois, de acordo com o cristianismo, o domingo, que já é dedicado como o dia do Senhor, durante a quaresma não é contado. Após esse período, se inicia o Tríduo Pascal, que termina no Domingo de Páscoa.Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades. Portanto, a duração da Quaresma está baseada no símbolo deste número na Bíblia. Nela, é relatada as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer. Antes de iniciar sua vida pública, logo após ter sido batizado por João no rio Jordão, Jesus passou 40 dias no deserto. Esse retiro de Jesus mostra a necessidade que ele teve em se preparar para a missão que o esperava. Contam os Evangelhos que no deserto Jesus era conduzido pelo Espírito, o que quer significar que vivia em oração e recolhimento, discernindo a vontade de Deus para sua vida e como atuaria a partir de então. No tempo que passou no deserto Jesus teve uma profunda experiência de encontro com o Pai. E, tendo vivido intensamente esse encontro, foi tentado pelo diabo.As tentações que Jesus viveu são apresentadas como aquelas que também os cristãos precisam viver. É por isso então, que os cristãos realizam uma penitência de quarenta dias, chamada quaresma.

Tempo de Oração
A Quaresma é o tempo litúrgico de conversão, que a Igreja Católica, a Igreja Anglicana e algumas protestantes marcam para preparar os fiéis para a grande festa da Páscoa. Durante este período, os seus fiéis são convidados a um período de penitência e meditação, por meio da prática do jejum, da esmola e da oração. Ao longo deste período, sobretudo na liturgia do domingo, é feito um esforço para recuperar o ritmo e estilo de verdadeiros fiéis que pretendem viver como filhos de Deus.

A Igreja Católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na Quarta-feira de Cinzas, três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade. Não somente durante a Quaresma, mas em todos os dias de sua vida, o cristão deve buscar o Reino de Deus, ou seja, lutar para que exista justiça, a paz e o amor em toda a humanidade. Os cristãos devem então recolher-se para a reflexão para se aproximar de Deus. Esta busca inclui a oração, a penitência e a caridade, esta última como uma consequência da penitência"- do site  "Família Missionária"

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Bento XVI soube entrar, estar e sair

 
 
Na quarta-feira da Quaresma, Bento XVI recordou que as divisões no corpo eclesial desfiguram a face da Igreja e defendeu a comunhão eclesial contra os individualismos e as rivalidades.
O presidente do Conselho Pontifício da Cultura, cardeal Gianfranco Ravasi - aí está, na minha opinião, um bom sucessor de Bento XVI – diz que a renúncia do Papa é um “ato teológico”.
É, de fato, um sinal de grandeza e não uma fuga às responsabilidades. Traduz bem a etimologia da palavra “ministério”. Vem de “minus”, a significar “estar ao serviço de”, “ser menos”, “não ser dominador”. Assim se compreende que Bento XVI, como sublinha o cardeal Ravasi, tenha saído para deixar mais espaço a quem consiga realizar a missão de sucessor de Pedro de maneira mais plena.
Quem sabe entrar e estar, deve saber sair. Só exerce bem os ministérios na Igreja, ordenados ou laicais, quem não é imperialista e resiste à tentação de os tornar sua posse. Os ministérios requerem liberdade e desprendimento.
Bento XVI não é um desistente. Sai pela porta grande e com a dignidade dos homens de caráter.
Houve tempo em que se confirmava o seguinte provérbio romano: “O Papa não adoece, até que morra”. Começou a mudar quando a agonia de João XXIII, seguida com emoção pela opinião pública e publicada. Depois, João Paulo II não temeu expor-se doente aos olhos do mundo. O arcebispo de Cracóvia, Stanislaw Dziwisz, que o acompanhou, na Polónia e no Vaticano, durante 40 anos, evoca-o para dizer que “não se desce da cruz”. Uma afirmação que foi entendida como crítica à resignação de Bento XVI.
A decisão de Bento XVI dessacraliza a missão petrina. A renúncia não é um gesto de fraqueza, mas de humildade e de liberdade. É um passo - perdoem-me a perspetiva secular, mas não secularista - para a democratização da Igreja. Só os poderes absolutos gostam de eternizar o seu domínio.
O Papa não é rei dos reis, mas servo dos servos de Deus. A Igreja só cumpre bem a sua missão quando, desde o Papa ao mais anónimo discípulo de Cristo, promove o Reino de Deus e a sua justiça, agindo como fermento, sal e luz para a Humanidade. Não precisa de vistosos ornamentos do poder mas da beleza gratuita do serviço.
Quem nos dera que a eleição do sucessor de Bento XVI seja um tempo favorável para que as comunidades católicas repensem as suas estruturas de governo, que ainda são pré-modernas. Colidem - lá estou a ceder à visão secular! - com os anseios mais democráticos.
Oxalá o Espírito Santo inspire os eleitores, sem que os cardeais julguem que lhes pertence em exclusivo. Sabem que Ele sopra onde quer, a quem quer e como quer.
Deus queira que o novo Papa seja pedra fundamental de uma Igreja capaz de dialogar com o mundo como Jesus Cristo: com autoridade moral e com o testemunho do amor.

Cón. Rui Osório
In Voz Portucalense, 20.2.2013
25.02.13

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Testemunho da "Pequena" Missionária Andressa de Jesus

 
 
" 21Nesse mesmo instante, Jesus estremeceu de alegria sob a acção do Espírito Santo e disse: «Bendigo-te, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado.»" Lc 10, 21